Santos chega a sete transfer bans na Fifa e pode sofrer nova punição por dívida
Peixe recebeu mais três sanções por dívidas relacionadas ao mecanismo de solidariedade e continua impedido de registrar reforços; caso envolvendo atacante gambiano pode elevar número de punições.
O Santos recebeu mais três transfer bans da Fifa nesta terça-feira (13) e chegou a sete punições em vigor que impedem o registro de novos jogadores. As novas sanções estão relacionadas a dívidas com o mecanismo de solidariedade do futebol, enquanto o clube ainda corre o risco de sofrer outro bloqueio por causa de uma dívida com o Al-Markhiya, do Catar, envolvendo o atacante Yusupha Njie.
A situação amplia a pressão sobre o departamento financeiro do Peixe, que já enfrenta cobranças relacionadas ao ex-técnico Pedro Caixinha e aos integrantes de sua antiga comissão técnica. As quatro punições anteriores estão ligadas a essas pendências, cujos valores superam R$ 15 milhões.
Além dos processos já convertidos em sanções, o clube também precisa lidar com outras cobranças financeiras relacionadas a negociações de jogadores. Para voltar a registrar reforços sem as restrições impostas pela Fifa, o Santos precisa regularizar as dívidas que deram origem aos bloqueios.
Santos recebe três novos transfer bans por dívidas na Fifa
Os três novos transfer bans foram registrados por causa de valores relacionados ao mecanismo de solidariedade da Fifa, que prevê a distribuição de parte de determinadas receitas de transferências aos clubes responsáveis pela formação dos jogadores.
As sanções se somam aos quatro bloqueios relacionados à dívida com Pedro Caixinha e seus auxiliares, elevando para sete o número de punições ativas contra o Santos.
O mecanismo de solidariedade tem como objetivo remunerar clubes formadores pela contribuição ao desenvolvimento dos atletas. Quando os pagamentos devidos não são realizados, os credores podem recorrer às instâncias competentes do futebol internacional para cobrar os valores.
Com os novos registros, o Santos permanece impedido de inscrever novos jogadores enquanto não resolver as pendências financeiras que motivaram as punições.
Dívida com Pedro Caixinha já provocou quatro punições
A situação financeira do Santos também é afetada pelo processo envolvendo o técnico português Pedro Caixinha e três integrantes de sua comissão técnica.
Os profissionais acionaram a Fifa para cobrar valores relacionados ao encerramento de seus contratos com o clube. As quatro sanções aplicadas na semana anterior estão vinculadas a essas pendências, que ultrapassam R$ 15 milhões.
O caso representa uma das principais dificuldades enfrentadas pelo Santos para recuperar a possibilidade de registrar reforços. A regularização depende do cumprimento das obrigações financeiras que fundamentam as decisões.
Enquanto os bloqueios permanecerem ativos, o clube precisará considerar as restrições nas negociações para a montagem do elenco e no planejamento das próximas janelas de transferências.
Caso Yusupha Njie pode provocar o oitavo transfer ban do Santos
Além das sete punições em vigor, o Santos corre o risco de sofrer um novo transfer ban por causa da dívida com o Al-Markhiya, do Catar, relacionada ao empréstimo do atacante gambiano Yusupha Njie.
O jogador chegou ao Peixe no segundo semestre de 2024, mas permaneceu no clube por aproximadamente quatro meses sem disputar partidas oficiais. O empréstimo foi encerrado antecipadamente, e as equipes estabeleceram um acordo financeiro para a rescisão.
O valor inicialmente previsto era de 350 mil euros, dividido em sete parcelas de 50 mil euros, com vencimentos entre janeiro e julho de 2025. Segundo o processo, o Santos não realizou os pagamentos previstos no acordo.
O Al-Markhiya recorreu à Fifa para cobrar a dívida, além das multas estabelecidas contratualmente. O Santos reconheceu a pendência e apresentou argumentos para tentar reduzir os valores cobrados.
A Fifa acolheu parcialmente a defesa do clube brasileiro ao reduzir o valor principal da dívida de 350 mil euros para 332,5 mil euros. Entretanto, as multas foram mantidas, elevando o total da condenação para 399 mil euros, aproximadamente R$ 2,2 milhões, além das custas processuais.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) confirmou a decisão da Fifa. Com isso, o Santos continua sujeito a uma nova sanção caso não regularize a obrigação financeira.
Se a punição for efetivamente aplicada, o número de transfer bans poderá subir de sete para oito.
O que é transfer ban e como a punição afeta o Santos?
O transfer ban é uma sanção que impede um clube de registrar novos jogadores durante o período determinado pela entidade responsável. No caso do Santos, os bloqueios estão relacionados a dívidas reconhecidas em processos do futebol internacional.
Na prática, a punição restringe a possibilidade de inscrever reforços contratados para o elenco profissional. O clube pode enfrentar dificuldades para concluir o registro de atletas enquanto as sanções permanecerem ativas.
A regularização das pendências financeiras é fundamental para que os bloqueios sejam retirados conforme os procedimentos aplicáveis a cada processo.
No caso santista, a existência de sete punições em vigor torna a resolução das dívidas uma questão importante para o planejamento esportivo e financeiro. A situação também exige atenção a outros processos que possam resultar em novas cobranças ou sanções.
Santos precisa resolver pendências para voltar a registrar reforços
Com sete transfer bans ativos e a possibilidade de uma oitava punição, o Santos enfrenta um cenário de restrições no mercado de transferências.
As dívidas envolvem diferentes credores e situações contratuais, incluindo a antiga comissão técnica e obrigações relacionadas ao mecanismo de solidariedade. O caso de Yusupha Njie acrescenta mais uma pendência ao conjunto de processos que o clube precisa acompanhar.
A solução depende da regularização dos valores cobrados e do cumprimento das determinações das entidades responsáveis. Até que os bloqueios sejam retirados, o Santos continuará sujeito às limitações para registrar novos atletas.
O andamento dos processos e eventuais acordos com os credores serão determinantes para definir os próximos passos do clube no mercado da bola.