SAF da Ponte Preta mantém Majestoso como patrimônio do clube; veja como será a administração do estádio
Proposta da SAF da Ponte Preta mantém o Majestoso como patrimônio do clube. Veja como será a gestão do estádio e as obrigações dos investidores.
A proposta para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Ponte Preta prevê mudanças importantes na gestão do futebol, mas preserva um dos maiores símbolos da história do clube: o Estádio Moisés Lucarelli, conhecido como Majestoso.
Pela minuta do projeto apresentada aos dirigentes, o estádio continuará sendo propriedade da Associação Atlética Ponte Preta, mesmo após a eventual aprovação da SAF. A medida também vale para outros patrimônios do clube, como o Centro de Treinamento do Jardim Eulina e a unidade Paineiras.
Majestoso continuará pertencendo à Ponte Preta
Embora o estádio permaneça registrado em nome da associação, a proposta estabelece que sua utilização será feita pela SAF por meio de um contrato de comodato.
Na prática, isso significa que a empresa responsável pelo futebol poderá administrar e utilizar o Moisés Lucarelli sem adquirir sua propriedade. O modelo previsto tem duração inicial de 30 anos, com possibilidade de renovação automática por igual período, conforme as cláusulas contratuais.
Esse formato é semelhante ao adotado por outros clubes brasileiros que optaram pela transformação em SAF, preservando o patrimônio histórico da associação enquanto a operação do futebol fica sob responsabilidade da nova empresa.
Quais são as obrigações dos investidores?
Além da administração do futebol, a proposta estabelece uma série de compromissos financeiros para os investidores interessados.
Entre os principais pontos estão:
- investimentos destinados ao futebol profissional e às categorias de base ao longo dos próximos dez anos;
- recursos específicos para o pagamento das dívidas da associação;
- aporte financeiro inicial condicionado ao cumprimento de exigências jurídicas e financeiras previstas no contrato.
O objetivo é proporcionar equilíbrio financeiro e criar condições para que o clube recupere competitividade dentro e fora de campo.
Patrimônio histórico permanece protegido
A permanência do Moisés Lucarelli sob propriedade da associação era uma das principais preocupações entre conselheiros e torcedores.
Construído com participação direta da torcida e inaugurado em 1948, o Majestoso representa um dos patrimônios mais tradicionais do futebol brasileiro. A proposta da SAF busca separar a gestão esportiva da propriedade dos bens históricos do clube.
SAF ainda depende de aprovação
Apesar do avanço das negociações, a implantação da SAF ainda não está definida.
A minuta do contrato será analisada pelo Conselho Deliberativo da Ponte Preta. Caso receba parecer favorável, o projeto seguirá para votação dos associados, etapa considerada indispensável para a formalização da nova estrutura societária.
Até que esse processo seja concluído, nenhuma das mudanças previstas passa a ter validade.
O que pode mudar para a Ponte Preta?
Se aprovada, a SAF poderá marcar uma nova fase administrativa para a Macaca, com maior capacidade de investimento no futebol, reorganização financeira e planejamento de longo prazo.
Ao mesmo tempo, a manutenção do Majestoso como patrimônio da associação busca preservar a identidade do clube, conciliando tradição e modernização em um momento considerado decisivo para o futuro da Ponte Preta.