Por que Trump quer atacar a Montanha Pickaxe? Entenda a importância da base nuclear iraniana e o poder da bomba de 14 toneladas
Trump mira Montanha Pickaxe e eleva tensão com o Irã; entenda por que o local é considerado estratégico
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo após o presidente Donald Trump afirmar que pretende atacar a Montanha Pickaxe, uma área fortificada próxima ao complexo nuclear de Natanz, considerada um dos pontos mais protegidos do programa nuclear iraniano.
A declaração foi feita durante uma entrevista em que Trump afirmou que os Estados Unidos acompanham de perto a movimentação no local e sugeriu que uma ofensiva pode ocorrer em breve. As declarações aumentaram a preocupação internacional diante do risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.
O que é a Montanha Pickaxe?
A Montanha Pickaxe fica na região central do Irã, a cerca de 220 quilômetros ao sul de Teerã, e está localizada nas proximidades do complexo nuclear de Natanz, um dos principais centros de enriquecimento de urânio do país.
Especialistas afirmam que o local abriga uma instalação subterrânea construída dentro da montanha, protegida por centenas de metros de rocha e reforços estruturais projetados para resistir a ataques aéreos. Segundo análises de imagens de satélite, o complexo possui túneis profundamente escavados e múltiplas entradas fortificadas.
Por que Trump quer destruir o local?
A avaliação do governo norte-americano é que a estrutura poderá desempenhar papel importante na reconstrução da capacidade nuclear iraniana.
A construção do complexo começou em 2020, após um episódio de sabotagem que atingiu instalações de Natanz. Desde então, autoridades iranianas anunciaram planos para transferir atividades sensíveis para estruturas subterrâneas mais protegidas, reduzindo a vulnerabilidade a ataques militares.
Embora não existam confirmações públicas de que o complexo esteja em operação, analistas consideram que a instalação poderá ser utilizada para produção ou montagem de centrífugas avançadas, equipamentos essenciais para o enriquecimento de urânio.
A bomba de 14 toneladas pode destruir a montanha?
Entre as armas capazes de atingir instalações subterrâneas está a GBU-57 Massive Ordnance Penetrator (MOP), conhecida como bomba "destruidora de bunkers". O artefato pesa aproximadamente 14 toneladas e foi desenvolvido para perfurar camadas de concreto e rocha antes de detonar.
Apesar do enorme poder destrutivo, especialistas avaliam que a profundidade e a proteção da Montanha Pickaxe representam um desafio até mesmo para esse tipo de armamento. Alguns estudos indicam que uma única bomba pode não ser suficiente para neutralizar completamente o complexo, dependendo da profundidade real das instalações e da resistência da estrutura.
Especialistas apontam dificuldades para um ataque
Relatórios de especialistas em não proliferação nuclear indicam que a geografia da montanha favorece a defesa do complexo. Além da profundidade dos túneis, o local conta com acessos protegidos e barreiras reforçadas, tornando uma ofensiva aérea significativamente mais complexa.
Analistas avaliam que, caso os Estados Unidos decidam atacar a estrutura, a operação poderá exigir uma combinação de inteligência militar, armamentos de alta penetração e possíveis ações para neutralizar os acessos ao complexo.
Irã reage às ameaças
Após as declarações de Trump, autoridades iranianas afirmaram que qualquer ataque ao território do país poderá provocar uma resposta militar. O governo de Teerã tem reiterado que seu programa nuclear possui finalidade pacífica e nega buscar a produção de armas nucleares, posição contestada por Estados Unidos e aliados.
O que pode acontecer agora?
As ameaças aumentam a tensão em uma região considerada estratégica para o abastecimento mundial de petróleo e para a segurança internacional. Uma eventual ofensiva contra a Montanha Pickaxe pode ampliar o conflito entre Estados Unidos e Irã e gerar novos impactos geopolíticos e econômicos.
Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha os desdobramentos e busca evitar uma escalada militar que possa comprometer ainda mais a estabilidade do Oriente Médio.