Ponte Preta volta aos treinos após greve por salários atrasados; veja quem se apresentou
Elenco da Ponte Preta encerrou paralisação após seis dias e retomou as atividades nesta quarta-feira (2), mesmo sem receber os valores pendentes
A Ponte Preta voltou aos treinos nesta quarta-feira (2) após uma paralisação de seis dias provocada pelos atrasos salariais enfrentados pelo elenco profissional. Os jogadores decidiram retomar as atividades mesmo sem que a diretoria tivesse realizado os pagamentos que motivaram o protesto.
A decisão de encerrar a paralisação foi tomada pelos próprios atletas e, segundo o advogado que representa o grupo, ocorreu principalmente em respeito à Ponte Preta, à torcida e à continuidade do Campeonato Brasileiro da Série B. A diretoria, porém, ainda não apresentou uma previsão para a regularização dos salários atrasados.
Com o retorno, o técnico Gilson Kleina ganhou novas opções para preparar a equipe para o próximo compromisso da temporada.
Quem voltou aos treinos na Ponte Preta?
Entre os jogadores do elenco profissional que se apresentaram para as atividades estão:
- Lucas Cunha, zagueiro;
- Sergio Palacios, zagueiro;
- Danilo Barcelos, lateral-esquerdo;
- Léo Gomes, volante;
- André Lima, volante;
- Murilo Cavalcante, volante.
Os atletas se juntaram aos jogadores das categorias de base que haviam sido utilizados na partida contra o América-MG.
Por outro lado, alguns jogadores continuam afastados por problemas físicos. Rodrigo Souza, Diego Porfírio e Jonathan Cafu permanecem no departamento médico e não têm previsão de retorno aos gramados.
Ponte Preta encerra paralisação sem receber salários
A paralisação do elenco profissional aconteceu em meio a uma das maiores crises financeiras recentes da Ponte Preta.
Os jogadores haviam interrompido as atividades em protesto contra os salários atrasados, situação que, segundo informações divulgadas durante a greve, chegava a até seis meses para alguns integrantes do grupo.
Durante o período de paralisação, a Ponte precisou recorrer aos atletas das categorias de base para conseguir entrar em campo contra o América-MG pela Série B. A equipe formada majoritariamente por jovens perdeu por 2 a 0.
Apesar do retorno aos treinamentos, a questão financeira continua sem solução. O elenco decidiu voltar aos trabalhos mesmo sem a confirmação de pagamento dos valores pendentes.
Gilson Kleina ganha reforços para o próximo jogo
O retorno dos jogadores do elenco principal representa um alívio esportivo para Gilson Kleina, que assumiu o comando da Ponte Preta em meio à crise.
Com os atletas novamente à disposição, o treinador poderá contar com opções que não participaram da partida contra o América-MG, quando a Ponte precisou utilizar jogadores da base.
A expectativa agora é que os jogadores reintegrados participem normalmente da preparação para o próximo compromisso da equipe na Série B.
Próximo jogo da Ponte Preta
O próximo desafio da Ponte Preta será contra o São Bernardo, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
A partida é importante para a equipe dentro da luta para reagir na competição e tentar deixar a situação delicada na tabela.
Além da necessidade de resultados dentro de campo, a Macaca terá que administrar a crise financeira e os problemas extracampo que vêm afetando diretamente o planejamento da temporada.
Crise aumenta pressão sobre a Ponte Preta
A situação vivida pela Ponte Preta é consequência de uma sequência de problemas financeiros e esportivos.
A equipe chegou ao confronto contra o América-MG em uma situação extremamente delicada na Série B. Com a greve do elenco principal, o clube precisou escalar jovens da base para evitar um possível W.O.
A crise também provocou mudanças no comando técnico. Márcio Zanardi deixou o cargo, e Gilson Kleina retornou à Ponte Preta para sua sexta passagem pelo clube.
Agora, com o elenco profissional de volta aos treinamentos, a Ponte tenta concentrar novamente suas forças dentro de campo.
Entretanto, a questão dos salários atrasados permanece como um dos principais problemas do clube. Até o momento, o retorno aos trabalhos não representa o fim da crise financeira, já que os valores pendentes ainda precisam ser regularizados pela diretoria.