Ponte Preta sofre novo transfer ban da FIFA e amplia crise financeira; clube segue impedido de registrar jogadores
A Ponte Preta recebeu um novo transfer ban da FIFA por dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin. Clube acumula três punições e segue sem poder registrar reforços.
A crise financeira da Ponte Preta ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (27). A Federação Internacional de Futebol (FIFA) aplicou um novo transfer ban ao clube campineiro, impedindo novamente a equipe de registrar jogadores nas próximas janelas de transferências nacionais e internacionais.
A nova punição é consequência de uma dívida envolvendo o zagueiro boliviano Luis Haquin, que atuou pela Macaca durante a temporada de 2024. A decisão amplia a lista de sanções enfrentadas pelo clube, que já estava impossibilitado de inscrever novos atletas por determinação da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e por outro processo aberto na própria FIFA.
Dívida com Luis Haquin motivou nova punição
O processo teve origem em cobranças feitas pelo defensor boliviano referentes a salários atrasados, verbas rescisórias e demais obrigações trabalhistas.
Embora a ação inicial girasse em torno de aproximadamente R$ 500 mil, a Câmara de Resolução de Disputas da FIFA reconheceu parcialmente os pedidos e fixou o valor da indenização em R$ 227.777,75.
Como a Ponte Preta não quitou a dívida dentro do prazo determinado pela entidade, a FIFA comunicou oficialmente à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a aplicação do novo bloqueio para registros de atletas. A punição permanecerá válida até que o débito seja totalmente quitado.
Ponte Preta acumula três bloqueios para contratar jogadores
Com a nova decisão, a Ponte Preta passa a acumular três sanções distintas que impedem a inscrição de reforços.
O clube já enfrentava:
- bloqueio aplicado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD);
- um primeiro transfer ban imposto pela FIFA relacionado ao mecanismo de solidariedade devido ao clube paraguaio Iguazú Nippon;
- e agora a nova punição decorrente da dívida com Luis Haquin.
Crise financeira preocupa a diretoria da Macaca
Os novos problemas jurídicos refletem o delicado momento financeiro vivido pela Ponte Preta.
Desde o início de maio, o clube já está impedido de registrar atletas por causa do descumprimento de um acordo coletivo firmado em 2024 para o pagamento de aproximadamente R$ 18 milhões em dívidas com jogadores, treinadores, empresários e outros clubes.
A situação já havia afetado diretamente o planejamento esportivo nesta temporada. Em razão das punições anteriores, a Ponte precisou disputar as primeiras rodadas do Campeonato Paulista com elenco reduzido, recorrendo às categorias de base até conseguir regularizar parte dos atletas posteriormente.
Impacto para a sequência da temporada
A nova punição aumenta as dificuldades da equipe para reforçar o elenco durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
Sem conseguir registrar novos jogadores enquanto os débitos não forem solucionados, a diretoria terá de buscar alternativas financeiras para quitar as pendências e retirar os bloqueios impostos pela FIFA.
Além do impacto esportivo, a sequência de transfer bans reforça o cenário de instabilidade administrativa enfrentado pelo clube, que também trabalha em negociações envolvendo a estruturação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como alternativa para reorganizar suas finanças.