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Polícia Federal realiza nova fase da Operação Unha e Carne para investigar lavagem de dinheiro no Rio

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Polícia Federal realiza nova fase da Operação Unha e Carne para investigar lavagem de dinheiro no Rio

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (29). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, incluindo imóveis de luxo, aeronaves, veículos e empresas supostamente ligados a uma organização criminosa.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no estado do Rio de Janeiro.

Durante a operação, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Zona Sudoeste da capital fluminense. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, as buscas ocorreram em salas comerciais apontadas como estruturas administrativas e operacionais do grupo investigado, além de um imóvel residencial ligado a um dos principais operadores identificados durante as apurações.

A ação tem como objetivo recolher documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Investigação aponta patrimônio de alto valor

De acordo com a PF, a nova fase da operação foi motivada pela análise de informações extraídas de um celular apreendido durante a quinta etapa da investigação. Os dados teriam revelado novos endereços, empresas e bens supostamente utilizados para administrar e movimentar recursos financeiros.

As apurações identificaram indícios de uma rede patrimonial formada por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registrados em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros.

Segundo os investigadores, essas pessoas poderiam atuar para ocultar os verdadeiros proprietários dos bens, que estariam sob administração de integrantes do grupo investigado.

Dinheiro em espécie e empresas no exterior

A Polícia Federal também identificou indícios de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a rastreabilidade esperada, além do uso recorrente de dinheiro em espécie.

As investigações apontam ainda para o possível emprego de empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive em jurisdições com tributação favorecida. Entidades religiosas e holdings patrimoniais também aparecem entre as estruturas que podem ter sido utilizadas para dificultar a identificação dos responsáveis por bens de elevado valor econômico.

A operação segue em andamento para aprofundar a apuração sobre a origem e a movimentação dos recursos. Os indícios ainda estão sob investigação e deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis.

Fonte: Polícia Federal | Agência Brasil

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