Partidos do Centrão iniciam negociações para definir apoio no segundo turno
PP, União Brasil, Republicanos e PSD discutem posicionamentos após a definição da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
Com a definição do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, partidos do Centrão iniciaram as negociações para decidir quais candidatos receberão apoio na etapa final da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As conversas devem avançar ao longo desta semana.
Por enquanto, dirigentes de siglas como PP, PSD e União Brasil adotam cautela e aguardam decisões das lideranças nacionais antes de anunciar oficialmente seus posicionamentos. Segundo a CNN Brasil, a expectativa dentro do grupo é de que uma parcela significativa dessas legendas se aproxime da candidatura de Flávio Bolsonaro.
O resultado do primeiro turno alterou o cenário das negociações. Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. Com a vantagem inicial do candidato do PL, partidos que haviam mantido uma posição de neutralidade passaram a reavaliar suas estratégias para o segundo turno.
PSD mantém liberdade para os estados
No PSD, o partido decidiu manter a liberação das bancadas para que cada estado defina seu posicionamento de acordo com as alianças locais. Mesmo assim, a campanha de Flávio busca ampliar o apoio da legenda.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência pelo PSD, deve formalizar apoio a Flávio Bolsonaro. A movimentação é vista como parte das articulações para ampliar a base política do candidato do PL.
PP e União Brasil discutem apoio
O PP marcou uma reunião com presidentes de diretórios estaduais, deputados e senadores para discutir o posicionamento da legenda no segundo turno. A decisão também pode influenciar o União Brasil, já que os dois partidos formam uma federação.
A federação União Progressista também avalia formalizar apoio a Flávio Bolsonaro. As negociações envolvem, entre outros pontos, a composição política do Congresso e a disputa pela presidência do Senado em 2027.
Republicanos ainda tem divergências internas
No Republicanos, a definição também está em negociação. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou apoio a Flávio e deve atuar para aproximar o partido da candidatura do PL.
Por outro lado, existem divergências dentro da legenda. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, mantém uma relação política mais próxima do governo Lula, enquanto o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, ainda participa das discussões sobre o posicionamento do partido.
O MDB, por sua vez, tende a manter uma posição de neutralidade e liberar seus integrantes para apoiar os candidatos de acordo com as alianças construídas nos estados.
As negociações devem continuar nos próximos dias, com partidos e lideranças avaliando os impactos de um eventual apoio para a disputa presidencial e também para a formação política do Congresso a partir de 2027.
Fonte: CNN Brasil