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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e protagonizam debate tenso na Band

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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e protagonizam debate tenso na Band

Primeiro confronto direto entre os candidatos no segundo turno teve discussões sobre corrupção, segurança pública, economia e familiares. Propostas para o país dividiram espaço com provocações e perguntas sem resposta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um debate marcado por tensão, acusações e confrontos pessoais na noite de domingo (18), na TV Band. O encontro foi o primeiro embate direto entre os dois candidatos na campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, cuja votação está marcada para 25 de outubro.

Ao longo do programa, os candidatos discutiram temas como segurança pública, economia, saúde, relações com os Estados Unidos e redução da maioridade penal. Entretanto, boa parte do confronto foi dominada por acusações de corrupção, questionamentos sobre familiares e cobranças por explicações.

Lula cobra explicações sobre R$ 134 milhões ligados a filme

Um dos principais momentos do debate ocorreu quando Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre os R$ 134 milhões relacionados ao financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente cobrou explicações sobre o destino do dinheiro e voltou ao assunto em diferentes momentos do confronto. Flávio afirmou que o contrato não foi cumprido e disse que já havia explicado a situação, mas não esclareceu durante o debate todos os pontos levantados pelo adversário.

O senador também fez acusações contra Lula e mencionou supostos pagamentos relacionados ao Instituto Lula. As alegações apresentadas pelos candidatos devem ser avaliadas à luz das investigações e das informações disponíveis, sem que as acusações feitas no palco sejam tratadas, por si só, como comprovação de irregularidades.

Filho de Lula e outros familiares entram no confronto

Flávio também questionou Lula sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente, e a lobista Roberta Luchsinger.

Lula respondeu que as investigações devem seguir seu curso e afirmou que não protegeria o próprio filho. Na sequência, fez referências à atuação de Jair Bolsonaro durante seu governo e à saída do então ministro Sergio Moro, em 2020, após divergências sobre a Polícia Federal.

Em outro momento, Lula mencionou Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos. As referências às famílias dos candidatos ampliaram o tom pessoal do debate e desviaram parte da discussão das propostas de governo.

Segurança pública divide candidatos

A segurança pública esteve entre os primeiros assuntos discutidos. Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das medidas contra organizações criminosas, a recuperação de territórios dominados por facções e milícias e penas mais rigorosas para integrantes desses grupos.

O senador também apresentou a proposta de classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas.

Lula, por sua vez, defendeu a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado. O presidente citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e argumentou que o governo federal deve ampliar sua participação no combate às facções, inclusive investigando estruturas financeiras que sustentam as organizações criminosas.

Economia, dívida pública e escala 6x1

A situação econômica também gerou divergências. Lula defendeu medidas de estímulo ao crescimento, geração de renda e apoio a pequenos empreendedores. O presidente citou investimentos em inovação e setores como a economia digital e a economia verde.

Flávio criticou o endividamento público, os juros e o custo de vida das famílias. O senador afirmou que pretende controlar os gastos do governo e combater a corrupção para abrir espaço no orçamento.

Outro tema foi o fim da escala de trabalho 6x1. Lula questionou o adversário sobre sua posição em relação à proposta e perguntou se ele pretendia alterar a medida. Flávio negou que fosse fazer mudanças, segundo o relato do debate publicado pelo g1.

Relações com os Estados Unidos e terras raras

No debate sobre política externa, Lula questionou a relação de Flávio Bolsonaro com os Estados Unidos e perguntou se um eventual governo do senador permitiria que empresas americanas tivessem maior participação na exploração de terras raras brasileiras.

Flávio negou ter atuado contra empresas brasileiras e afirmou que suas viagens ao país tiveram o objetivo de defender os interesses nacionais. Também defendeu a cooperação entre países das Américas no combate ao crime organizado.

Lula voltou a criticar a aproximação da família Bolsonaro com setores políticos americanos. O tema expôs visões diferentes sobre relações internacionais, soberania econômica e a exploração de recursos estratégicos brasileiros.

Direito de resposta e momentos de tensão

O debate também teve provocações diretas e intervenções da organização. Em um dos momentos, Lula chamou o adversário de “malandro carioca”, e Flávio recebeu um direito de resposta de um minuto. O senador usou o espaço para falar de segurança pública e se dirigir a eleitores de diferentes segmentos.

Os candidatos ainda trocaram acusações sobre violência, corrupção e o legado dos governos anteriores. Em alguns momentos, perguntas ficaram sem resposta direta ou foram respondidas com novas críticas ao adversário.

Próximo debate será na TV Globo

O próximo debate entre Lula e Flávio Bolsonaro está previsto para sexta-feira (23), às 21h20, na TV Globo, conforme a programação divulgada para a campanha eleitoral.

O encontro será realizado dois dias antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25). A expectativa é que os candidatos voltem a discutir suas propostas e tentem conquistar os eleitores indecisos na reta final da disputa.

Fontes: g1

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