Laudo aponta materiais diferentes em joias apreendidas de Deolane Bezerra
Perícia identificou peças com zircônia e liga de titânio, enquanto outros acessórios apresentaram características compatíveis com ouro 18 quilates e pedras semelhantes a diamantes. Resultado não comprova, por si só, falsificação.
Um laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo identificou diferentes materiais em joias, relógios e acessórios apreendidos em uma investigação envolvendo a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. As análises apontaram desde peças com características compatíveis com ouro 18 quilates e pedras semelhantes a diamantes até acessórios feitos com materiais que fogem do padrão tradicional da alta joalheria.
As informações foram divulgadas com exclusividade pelo Portal Leo Dias. Segundo a reportagem, os objetos foram submetidos a exames periciais para identificar sua composição. Os resultados mostram que os itens analisados não apresentam todos os mesmos materiais.
O que os peritos encontraram nas peças?
Entre os objetos examinados, um relógio com características semelhantes às de modelos da Cartier pesava 55,19 gramas. O relatório descreveu pedras incolores compatíveis com diamantes e um metal com características indicativas de ouro 18 quilates.
Já um piercing de 0,52 grama apresentou pedras compatíveis com zircônia cúbica e metal composto majoritariamente por uma liga de titânio, material diferente do ouro tradicionalmente associado às joias finas.
Outro item analisado foi um anel de 6,87 gramas. As pedras incolores foram descritas como compatíveis com diamantes, enquanto a pedra azul apresentou características compatíveis com turmalina Paraíba. O metal também indicou características de ouro 18 quilates.
Relógio semelhante a modelo de luxo também foi analisado
Os laudos ainda descrevem relógios com aparência semelhante a modelos de marcas internacionais de luxo. Um deles tinha características visuais parecidas com o Royal Oak Chronograph, da Audemars Piguet.
A semelhança visual com um modelo conhecido, no entanto, não é suficiente para confirmar a autenticidade do relógio. Para isso, são necessárias verificações específicas que permitam identificar a origem e as características do produto.
Materiais diferentes não significam necessariamente falsificação
Um dos pontos importantes do caso é a diferença entre identificar a composição de uma peça e determinar sua autenticidade.
A presença de zircônia ou titânio não comprova, isoladamente, que um acessório seja falsificado ou que tenha sido apresentado de maneira fraudulenta. Da mesma forma, a descrição de pedras como “compatíveis com diamantes” indica características observadas nos exames, mas não deve ser confundida com uma confirmação absoluta da identidade ou procedência de cada pedra.
O ouro 18 quilates, por sua vez, contém aproximadamente 75% de ouro puro, combinado com outros metais. A avaliação dos materiais ajuda a caracterizar os objetos, mas as conclusões precisam respeitar o alcance técnico de cada exame.
O que aconteceu com os objetos apreendidos?
De acordo com a reportagem do Portal Leo Dias, as peças estavam sob custódia da Caixa Econômica Federal antes da realização dos exames. Os objetos foram encaminhados aos peritos em embalagens lacradas e, depois da análise, devolvidos à autoridade responsável pela solicitação da perícia.
Os resultados divulgados detalham a composição de diferentes acessórios, mas não permitem concluir, por si só, que todas as peças eram falsas ou que houve fraude relacionada a elas.
Fonte principal: portal LeoDias