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Grêmio sofre três transfer bans da FIFA e enfrenta restrições para contratar jogadores

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Grêmio sofre três transfer bans da FIFA e enfrenta restrições para contratar jogadores

Duas novas punições foram registradas pela entidade nesta segunda-feira (26); motivos ainda não foram divulgados, enquanto dívida pela contratação de Miguel Monsalve já havia provocado bloqueio anterior.

O Grêmio enfrenta um novo capítulo de sua crise financeira. O clube gaúcho sofreu mais dois transfer bans da FIFA, ampliando para três o número de punições ativas da entidade que impedem o registro de novos jogadores. As novas sanções foram registradas na segunda-feira (26), e os motivos específicos ainda não haviam sido divulgados até a publicação desta reportagem.

A informação foi publicada pelo ge nesta terça-feira (27). As novas restrições se somam à punição aplicada no início de outubro, relacionada a uma dívida pela contratação do meia colombiano Miguel Monsalve, atualmente emprestado ao Estudiantes, da Argentina.

As sanções da FIFA permanecem em vigor até que as pendências sejam resolvidas, conforme as condições de cada processo. No caso da punição relacionada a Monsalve, o bloqueio pode durar até três janelas de transferências ou ser retirado após a quitação da dívida.

O cenário representa mais um obstáculo para o planejamento esportivo do Grêmio, que precisa administrar as pendências financeiras enquanto tenta melhorar seu desempenho no Campeonato Brasileiro.

O que é transfer ban e como a punição afeta o Grêmio?

O transfer ban é uma sanção que impede um clube de registrar novos jogadores. A medida costuma ser aplicada pela FIFA em situações envolvendo dívidas ou descumprimento de obrigações relacionadas a transferências internacionais.

Na prática, enquanto as punições estiverem ativas, o Grêmio não poderá inscrever novos reforços nos termos determinados pela entidade. Isso não significa que os jogadores que já estão regularmente registrados ficam automaticamente impedidos de atuar.

A restrição pode afetar o planejamento de contratações nas próximas janelas, especialmente se o clube precisar buscar reforços para corrigir problemas no elenco ou se preparar para a temporada seguinte.

Para voltar a registrar atletas, o Tricolor precisa cumprir as exigências estabelecidas nos processos que originaram as sanções.

Dívida por Miguel Monsalve provocou primeira punição

A primeira das três punições atuais da FIFA foi divulgada em 9 de outubro e está relacionada à contratação de Miguel Monsalve, realizada em julho de 2024.

Na negociação com o Independiente Medellín, da Colômbia, o Grêmio adquiriu parte dos direitos econômicos do meio-campista. A pendência financeira relacionada à transferência levou à aplicação do transfer ban.

Monsalve está atualmente emprestado ao Estudiantes, da Argentina. A situação do jogador não altera, por si só, a obrigação financeira que deu origem à sanção.

A punição referente ao colombiano impede o registro de novos atletas por até três janelas de transferências, caso a dívida não seja quitada antes do fim desse período.

As duas novas sanções, por sua vez, ainda não tiveram suas causas detalhadas publicamente até a divulgação das primeiras informações sobre o caso.

Grêmio já enfrentava bloqueio por regras de fair play financeiro

Além das punições impostas pela FIFA, o Grêmio também está sujeito a uma medida preventiva da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão responsável pela aplicação das regras de sustentabilidade financeira no futebol brasileiro.

O bloqueio preventivo foi aplicado em agosto, após o clube apresentar um plano coletivo para negociar o pagamento de dívidas na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

O objetivo do Grêmio é quitar aproximadamente R$ 16 milhões referentes a 23 processos, por meio de um plano de pagamento previsto para 60 meses.

Diferentemente das sanções da FIFA, a medida preventiva da ANRESF não representa, por si só, uma proibição absoluta de contratar e registrar jogadores. Novas contratações, entretanto, ficam condicionadas à autorização prévia da agência e ao cumprimento dos critérios financeiros estabelecidos.

A existência dos dois tipos de restrição torna a situação mais complexa: o clube precisa lidar tanto com as exigências relacionadas ao fair play financeiro nacional quanto com as pendências que resultaram nas punições internacionais.

Clube também precisa negociar dívidas no futebol brasileiro

A situação financeira do Grêmio envolve outros compromissos com clubes e profissionais do futebol. Em outubro, a ANRESF concedeu prazo para que o Tricolor regularizasse pagamentos relacionados ao Capivariano e ao Votuporanguense.

O clube recebeu 45 dias para quitar esses débitos, sob risco de sofrer novas restrições ao registro de atletas. Também foi estabelecido um prazo de 15 dias úteis para o pagamento de uma dívida com um jogador, sob pena de multa de R$ 100 mil.

Essas cobranças fazem parte de um cenário mais amplo de reorganização financeira do futebol brasileiro, que passou a contar com regras específicas de sustentabilidade e fiscalização dos compromissos dos clubes.

É importante distinguir, porém, essas pendências domésticas das três punições já registradas pela FIFA. Os processos possuem origens e regras próprias, e nem todas as dívidas mencionadas resultaram em novas sanções internacionais.

Transfer bans aumentam pressão sobre o planejamento do Grêmio

A sequência de punições aumenta a pressão sobre a diretoria gremista, que precisa encontrar soluções para regularizar as pendências e manter o planejamento esportivo.

Sem a possibilidade de registrar reforços enquanto as sanções da FIFA estiverem vigentes, o clube pode enfrentar dificuldades para modificar o elenco nas próximas janelas de transferências.

O problema ganha importância diante da disputa do Campeonato Brasileiro. Na segunda-feira (26), o Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0, mas continuava na zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 34 pontos, conforme a classificação divulgada pelo ge.

A vitória trouxe alívio esportivo, mas não resolveu os desafios financeiros e administrativos que cercam o clube.

A prioridade da diretoria será esclarecer as novas punições, identificar os valores envolvidos e buscar acordos para retirar os bloqueios. Até que isso aconteça, o Grêmio seguirá convivendo com limitações importantes no mercado de transferências.

Felipe Fernandes
Felipe Fernandes — Comunicador

Felipe iniciou sua trajetória na comunicação em 2011. Passou por diversas emissoras de rádio e TV, até chegar ao Grupo Notícia, onde está desde 2023.

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