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Faustão desabafa sobre transplantes: ‘Fui adestrado para ter resiliência’

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Faustão desabafa sobre transplantes: ‘Fui adestrado para ter resiliência’

Faustão fala sobre a questão dos transplantes Faustão - Foto: Reprodução/ Globo

Faustão abriu o jogo sobre os anos mais delicados de sua vida ao receber Pedro Bial em casa. Durante o “Conversa com Bial”, exibido pela Globo na noite de terça-feira, 15 de setembro, o apresentador primeiramente falou sobre a recuperação após quatro transplantes.

Aos poucos, o ex-apresentador retomou atividades que fazem parte de sua nova rotina. Entre elas estão Tai Chi Chuan, musculação bem como a fisioterapia.

“Minha rotina agora é muito boa porque eu faço Tai Chi Chuan… faço musculação e fisioterapia”, contou.

Faustão revelou em seguida a dimensão do período em que permaneceu internado. Segundo ele, foram três anos enfrentando uma rotina hospitalar intensa.

“Saí mês passado. Fiquei o tempo todo no hospital. Você fica com dor nas costas, sai cheio de efeitos colaterais”, relatou.

Apesar das dificuldades, o apresentador destacou que não enfrentou problemas relacionados aos transplantes.

Faustão fala sobre paciência e resiliência

Durante a conversa, Pedro Bial perguntou se o período difícil havia feito Faustão passar por momentos de tristeza. O apresentador respondeu que não.

Com seu conhecido bom humor, ele afirmou que uma das grandes lições desse período foi aprender a ter paciência.

“Paciência cura?”, perguntou Bial, fazendo um trocadilho com o termo usado para pessoas internadas.

“Cura. Eu que não tinha paciência para nada fui doutrinado, ou melhor, adestrado, para ter paciência e resiliência. Foram quatro transplantes”, respondeu Faustão.

Apresentador explica por que confiou nos médicos

Faustão também contou que preferiu não interferir nas decisões tomadas pela equipe médica durante o tratamento.

“Não quis saber de nada, porque não é a minha praia”, afirmou. Ele explicou que confiou nos profissionais responsáveis por seu acompanhamento.

O apresentador ainda fez uma crítica a quem acredita poder opinar sobre medicina sem conhecimento especializado.

“Eu não sou formado em medicina pela internet”, brincou.

Segundo Faustão, seguir as orientações médicas foi fundamental durante o período em que enfrentou problemas de saúde.

Família ganhou outro significado para Faustão

Ao falar sobre o legado construído durante a carreira, Faustão também destacou a importância da família.

“Tenho, razoavelmente, bom humor. E principalmente porque acho que o grande segredo da vida é você construir patrimônio, que é família”, afirmou.

O apresentador ainda recordou sua trajetória na televisão e destacou profissionais que começaram ao seu lado e chegaram a cargos importantes na direção de emissoras.

“Durante esses 33 anos que trabalhei na TV Globo, em especial, eu deixei muitos profissionais que começaram comigo e estão hoje nos principais cargos de direção”, declarou.

Quatro transplantes marcaram últimos anos

A trajetória médica de Faustão começou com um transplante de coração, realizado em agosto de 2023 no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Seis meses depois, ele passou por um transplante de rim. Em agosto de 2025, realizou um transplante de fígado e um retransplante renal.

Durante o programa, os médicos Fábio Gaiotto e Fernando Bacal, que acompanharam o tratamento, explicaram o quadro que levou à necessidade dos procedimentos.

Bacal também falou sobre a importância da doação de órgãos e destacou o tamanho da fila de pacientes que aguardam por um transplante no Brasil.

Segundo o cardiologista, cerca de 50 mil brasileiros aguardam atualmente por um órgão. Ele também ressaltou que o Sistema Único de Saúde oferece o transplante como parte de um programa governamental.

O médico afirmou ainda que a média de autorização familiar para doação de órgãos é de 45%. Para ele, um índice maior poderia ampliar o número de transplantes realizados no país.

Fonte: O Fuxico

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