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Estudantes e policiais entram em confronto durante protestos na França

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Estudantes e policiais entram em confronto durante protestos na França

Manifestações contra a falta de recursos nas escolas se espalharam pelo país e já resultaram em milhares de detenções

Milhares de estudantes foram às ruas da França nesta terça-feira (6) em uma nova jornada nacional de protestos contra as condições do sistema de ensino. Em diversas cidades, manifestantes bloquearam escolas e entraram em confronto com a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo para dispersar grupos.

Os protestos começaram em setembro, inicialmente em uma escola de ensino médio nos subúrbios de Paris, após reclamações sobre a falta de funcionários e de recursos. O movimento ganhou força e se espalhou para outras regiões do país, envolvendo estudantes, professores e pais.

Segundo o Ministério do Interior francês, cerca de 6.100 pessoas foram detidas desde o início das manifestações. A maioria dos detidos é formada por menores de idade. O Ministério da Justiça informou que mais de 1.800 pessoas estão sendo processadas, incluindo 1.483 menores.

Escolas fechadas e confrontos

Mais de 100 escolas sofreram algum tipo de dano durante os protestos. Em cidades como Paris, Toulouse, Estrasburgo, Lille e Marselha, estudantes bloquearam entradas, construíram barricadas e, em alguns casos, ocorreram episódios de violência e incêndios.

Os manifestantes reclamam principalmente da falta de professores, salas de aula superlotadas, prédios deteriorados e ausência de funcionários para substituir profissionais afastados. Dados apresentados na reportagem apontam que as escolas de ensino médio francesas têm atualmente menos professores do que em 2008, apesar de haver cerca de 250 mil alunos a mais.

Os confrontos também deixaram feridos. Segundo autoridades francesas, pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos desde o início da mobilização.

Governo tenta responder às reivindicações

O governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu determinou que os ministros apresentem medidas para atender às principais reivindicações dos estudantes. Entre as propostas estão melhorar a substituição de professores ausentes, revisar a jornada escolar e avaliar reformas necessárias em prédios antigos.

Ao mesmo tempo, o governo afirma que parte das manifestações passou a envolver episódios de violência urbana. Autoridades também acusam grupos externos de participar dos atos e contribuir para os confrontos.

A crise ocorre em um momento delicado para o governo francês, que tenta controlar o déficit público e discutir o orçamento de 2027. Os protestos aumentam a pressão sobre as autoridades enquanto o país se prepara para as eleições presidenciais do próximo ano.

Fonte: CNN Brasil / Reuters

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