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Diego Tavares deixa a Ponte Preta e cobra R$ 798 mil na Justiça por atraso de salários

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Diego Tavares deixa a Ponte Preta e cobra R$ 798 mil na Justiça por atraso de salários

Atacante aciona a Justiça e deixa a Ponte Preta cobrando R$ 798 mil por salários atrasados

A crise financeira da Ponte Preta ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (13). O atacante Diego Tavares entrou com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão indireta do contrato com o clube e cobrando aproximadamente R$ 798 mil em débitos trabalhistas e contratuais. A decisão amplia o cenário de instabilidade vivido pela Macaca, que enfrenta problemas financeiros e atrasos salariais ao longo da temporada.

Segundo a ação, o jogador alega que a Ponte Preta deixou de cumprir diversas obrigações previstas em contrato, tornando inviável a continuidade do vínculo empregatício.

Quais valores Diego Tavares cobra da Ponte Preta?

Na ação protocolada na Justiça do Trabalho, o atacante afirma ter valores pendentes relacionados a diferentes direitos trabalhistas.

Entre os principais itens cobrados estão:

  1. quatro meses de salários atrasados;
  2. direitos de imagem em aberto;
  3. depósitos do FGTS não realizados;
  4. férias vencidas;
  5. 13º salário;
  6. multas previstas na legislação trabalhista;
  7. cláusula compensatória referente ao período restante do contrato, válido até 30 de novembro de 2026.

Somados, os valores chegam a cerca de R$ 798 mil, quantia que poderá ser analisada pela Justiça durante o andamento do processo.

Rescisão indireta pode encerrar vínculo com o clube

Além da cobrança financeira, Diego Tavares solicita o reconhecimento da rescisão indireta do contrato, mecanismo previsto na legislação trabalhista que permite ao empregado romper o vínculo quando o empregador descumpre obrigações essenciais, como o pagamento de salários.

Caso a Justiça acolha o pedido, o atacante ficará livre para assinar contrato com outra equipe sem necessidade de negociação com a Ponte Preta.

Crise financeira aumenta pressão sobre a diretoria

A ação movida por Diego Tavares ocorre em meio ao agravamento da crise financeira enfrentada pela Ponte Preta.

Nos últimos meses, jogadores e integrantes da comissão técnica passaram a relatar atrasos frequentes nos pagamentos. A situação já havia sido exposta publicamente após declarações do meia Elvis, que criticou a administração do clube e afirmou que o ambiente interno se tornou insustentável.

Os problemas financeiros também impactam diretamente o planejamento esportivo da equipe, dificultando contratações, renovações de contrato e a manutenção do elenco durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Ponte Preta enfrenta sequência de desafios fora de campo

A saída de Diego Tavares representa mais uma perda para o elenco em um momento delicado da temporada.

Além das dificuldades financeiras, a Ponte Preta convive com cobranças da torcida, resultados irregulares e incertezas administrativas. Especialistas avaliam que o aumento de ações judiciais por parte de atletas pode agravar ainda mais a situação econômica do clube caso não haja um acordo para regularização dos pagamentos.

Clube ainda não se pronunciou

Até a publicação desta reportagem, a Ponte Preta não havia divulgado posicionamento oficial sobre a ação movida por Diego Tavares.

O processo seguirá tramitando na Justiça do Trabalho, onde serão analisadas as alegações apresentadas pelo jogador e a defesa do clube.

Enquanto isso, a Macaca tenta equilibrar a recuperação financeira com os desafios esportivos da temporada, em um cenário que preocupa torcedores e dirigentes.

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