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Ala do STF avalia que Alcolumbre perdeu força após eleições e enfrenta disputa pelo Senado

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Ala do STF avalia que Alcolumbre perdeu força após eleições e enfrenta disputa pelo Senado

Ministros avaliam que resultados no Amapá e avanço da bancada bolsonarista podem dificultar os planos de Davi Alcolumbre para continuar no comando do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria saído enfraquecido das eleições de 2026, segundo avaliação de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros ouvidos pela CNN Brasil consideram que o senador perdeu influência política após os resultados no Amapá e pode enfrentar dificuldades para permanecer na presidência da Casa no próximo ano.

Alcolumbre não disputou uma vaga nas eleições deste ano, mas seu grupo político sofreu derrotas importantes no Amapá. O principal adversário do senador, Dr. Furlan (PSD), foi eleito governador no primeiro turno, com 62% dos votos, derrotando Clécio Luís (União), que era apoiado por Alcolumbre.

A disputa pelas duas vagas ao Senado também representou um revés para o grupo do atual presidente da Casa. Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, foi eleita senadora, assim como Lucas Barreto (PSD), outro adversário político de Alcolumbre.

A candidata apoiada por Alcolumbre, Alliny Serrão (União), terminou na quinta colocação, com 9,68% dos votos. Já Randolfe Rodrigues (PT), aliado do senador e líder do governo no Congresso, ficou em terceiro lugar, com 18,55%.

Disputa pela presidência do Senado

Além das perdas no Amapá, o crescimento da bancada bolsonarista no Senado deve influenciar a disputa pela presidência da Casa em 2027. Segundo a avaliação atribuída pela CNN a uma ala do STF, o cenário pode fortalecer a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

A mudança na composição do Senado também pode alterar as negociações entre os diferentes grupos políticos para a escolha do próximo presidente. Alcolumbre busca apoio de setores do centrão e da base do governo para permanecer no cargo.

A avaliação mencionada pela CNN também aponta um cenário de longo prazo para Alcolumbre. O senador terá mandato até 2030 e poderá disputar novamente uma vaga pelo Amapá nas próximas eleições. Para integrantes do STF citados na reportagem, o resultado deste ano pode indicar uma mudança na correlação de forças políticas no estado.

Apesar das avaliações de bastidores, a definição da próxima presidência do Senado dependerá das negociações entre os parlamentares eleitos e da composição política da nova legislatura.

Fonte: CNN Brasil / Teo Cury

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