A Fifa abriu uma apuração para investigar uma atitude do australiano Shaun Evans, responsável por supervisionar a arbitragem de vídeo da partida entre Alemanha e Curaçao, no último domingo. O árbitro fez um suposto gesto polêmico na apresentação da equipe de VAR do duelo válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Com a mão direita, Evans realizou um sinal que pode ser interpretado como “alusão à supremacia branca”.
O sinal feito com três dedos sustentados se parece com um ‘W’, e o círculo feito com o polegar e o indicador se assemelha à cabeça de um ‘P’, juntos representando o “White Power”, “Poder Branco”. O gesto exalta um conjunto de ideais racistas que acreditam que o homem branco é naturalmente superior a humanos de outras origens raciais.
O uso do gesto como símbolo supremacista começou em 2017 como uma brincadeira em fóruns americanos de internet. Aos poucos, passou a ser incorporado por extremistas como forma de mostrar apoio ao movimento supremacista branco. Em 2019, passou a ser reconhecido como ofensivo.