O Corinthians encerrou o ano de 2025 com um cenário financeiro ainda delicado. De acordo com balanço obtido pelo ge e apresentado aos órgãos internos do clube, o Timão registrou déficit de R$ 143,4 milhões e uma dívida bruta de R$ 2,723 bilhões.
Receita alta, mas insuficiente para evitar prejuízo
O relatório aponta que o clube teve receita operacional líquida de R$ 810,1 milhões, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 885,3 milhões, gerando desequilíbrio nas contas.
Apesar disso, a venda de jogadores ajudou a amenizar o impacto negativo. Com R$ 107,4 milhões em negociações de atletas, o resultado operacional ficou positivo em R$ 13,9 milhões.
No entanto, ao incluir despesas como depreciação, amortização e outros custos, o resultado final acabou sendo deficitário.
Dívida bilionária tem leve redução
Mesmo com o prejuízo, o Corinthians conseguiu reduzir levemente o nível de endividamento. A dívida total caiu de cerca de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,723 bilhões ao fim de 2025.
Desse total:
- R$ 2,081 bilhões correspondem a dívidas do clube
- R$ 642 milhões são referentes ao financiamento da Neo Química Arena
Renegociação com a União melhora cenário
Um dos fatores que contribuíram para a melhora no perfil da dívida foi a renegociação de débitos com o governo federal. O clube firmou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), conseguindo desconto de 46,6% sobre uma dívida de R$ 1,2 bilhão, passando a pagar cerca de R$ 679 milhões.
O impacto estimado dessa negociação foi uma redução de aproximadamente R$ 127 milhões no endividamento total.
Além disso, o Corinthians também aderiu a mecanismos da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, para organizar pagamentos e aliviar a pressão financeira.
Déficit acumulado e contexto político
O balanço ainda incorpora R$ 205,5 milhões de prejuízos de anos anteriores, ampliando o impacto negativo no patrimônio líquido do clube.
O período analisado inclui parte da gestão do ex-presidente Augusto Melo, que deixou o cargo em 2025 após processo de impeachment. Desde então, Osmar Stabile assumiu a presidência e foi posteriormente efetivado no cargo.
Aprovação do balanço
O documento ainda precisa passar por aprovação do Conselho Fiscal, do Conselho de Orientação (Cori) e do Conselho Deliberativo do clube, conforme previsto em lei.