A final da Libertadores, que será disputada neste sábado, entre Flamengo e Palmeiras, é destaque na imprensa europeia. O caderno de esportes do jornal The Guardian colocou as duas equipes brasileiras como “superpotências”, afirmando que são times que se consolidaram com “recursos e expectativas de nível europeu”.
– Abel Ferreira, agora o técnico há mais tempo no cargo no Brasil em três décadas, conquistou 10 troféus em cinco anos, incluindo dois títulos consecutivos do Campeonato Brasileiro, duas Libertadores seguidas, entre elas a vitória sobre o Flamengo em Montevidéu em 2021, e uma Copa do Brasil. O sucesso trouxe acordos comerciais mais robustos e, inevitavelmente, interesse da Europa. O Palmeiras também lucrou com um fluxo constante de talentos da base, entre eles Estêvão para o Chelsea e Endrick para o Real Madrid.
Do lado rubro-negro, o jornal inglês destaca a presença de estrelas conhecidas do futebol europeu, como o técnico Filipe Luis e contratrações recentes, casos de Samuel Lino, Jorginho, Saúl Ñínguez e outros.
– Como titular do Flamengo, Filipe Luís conquistou a Libertadores em 2019 e 2022 e foi vice-campeão em 2021, perdendo para o Palmeiras. Agora, ele lidera um elenco repleto de estrelas, moldado por uma década de gestão cada vez mais profissional, o que permitiu ao clube manter, por anos, o que é considerado o time mais forte do continente.
Flamengo e Palmeiras se enfrentam neste sábado, às 18h (de Brasília). Quem vencer, além do título da Libertadores 2025, será consagrado como o primeiro tetracampeão brasileiro na competição.
Um grupo de conselheiros da oposição do São Paulo está colhendo assinaturas para pedir o impeachment do presidente Julio Casares. A alegação é de gestão temerária.
Atualmente, a oposição conta com 55 conselheiros, enquanto a situação tem 256. Os números, a um ano da eleição presidencial, porém, têm mudado com frequência.
Depois de coletar as assinaturas, os conselheiros devem levar o documento ao Conselho Deliberativo.
O movimento dos opositores acontece um dia depois de o São Paulo perder por 6 a 0 para o Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Não há, até a publicação desta reportagem, nenhuma movimentação para mudanças no departamento de futebol tricolor.
O Santos confirmou que Neymar está relacionado para a partida contra o Sport, nesta sexta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.
O jogador foi reavaliado pelo departamento médico do Peixe e liberado para jogo, fundamental para o time na luta contra o rebaixamento.
Neymar tem uma lesão no menisco do joelho esquerdo. Médicos do clube e do próprio estafe pessoal recomendaram que o jogador não atuasse mais em 2025 e focasse em se recuperar.
O atacante, porém, contrariou a orientação e decidiu ir a campo. Ele treinou quarta e quinta com uma proteção no local lesionado.
O atacante Thaciano, titular no empate por 1 a 1 com o Internacional, na última rodada, não foi relacionado.
A ATP anunciou na última semana os ganhadores do bônus pool, uma premiação de US$ 21 milhões (quase R$ 113 milhões) a ser compartilhada entre os 30 tenistas que mais somaram pontos em Masters 1.000 e no ATP Finals da temporada. Atual número 1 do mundo, Carlos Alcaraz liderou a lista de pontos, levando a maior parcela do bônus. O italiano Jannik Sinner foi o segundo que mais pontuou, mas ficou sem o prêmio em dinheiro por não ter cumprido o mínimo de participação nos torneios da categoria.
Alcaraz somou 4.420 pontos em Masters 1.000 e no ATP Finals. Com isso, ele deveria receber US$ 4,8 milhões (pouco mais de R$ 25,8 milhões). Só que ter ficado fora dos torneios de Toronto e de Shanghai fez o espanhol perder 50% do bônus, recebendo US$ 2,4 milhões (pouco mais de R$ 12,9 milhões). O número 1 do mundo também não disputou o Masters 1.000 de Madri, mas cumpriu compromissos comerciais no torneio e escapou da multa.
Sinner, por sua vez, ficou fora de quatro torneios mandatórios: Indian Wells, Miami, Madri e Toronto. Assim, ele perdeu 100% do bônus, que seria de mais de US$ 2 milhões (mais de R$ 10,7 milhões).
O bônus pool é calculado com base em uma fórmula com 70% do montante fixo e 30% variável.
A Aston Martin anunciou nesta quarta-feira que, a partir da temporada 2026 da F1, terá um novo chefe de equipe: Adrian Newey, lendário projetista recém-contratado pelo time e egresso da RBR. Ele substitui Andy Cowell; o ex-guru de motores da Mercedes será chefe do departamento de estratégia, preparando o terreno para a parceria com a Honda, nova fornecedora de motores.
– Estou ansioso por assumir esta função adicional, à medida que nos colocamos na melhor posição possível para competir em 2026 – quando enfrentaremos uma situação totalmente nova com a Aston Martin agora como equipe de fábrica, combinada com o desafio considerável enfrentado pelas novas regulamentações. A nova função de Andy, com foco na integração da nova unidade de potência com nossos três principais parceiros, será fundamental nesta jornada – declarou o mais novo gestor.
Newey começou a atuar na Aston Martin em março deste ano; ele deixou a RBR em maio de 2024, após 19 anos de parceria. O engenheiro inglês justificou a decisão, na época, ao desejo de buscar novos desafios na carreira.
Mas apesar de sua chegada antecipada ao time britânico, Newey só pôde contribuir aos projetos de 2026 de sua nova equipe. O próprio considera a próxima temporada muito crucial para a F1, já que é no próximo campeonato que a categoria introduzirá um novo regulamento de motor e carros.
A saída de Newey da RBR sucedeu uma crise nos bastidores do time, iniciada pela acusação de conduta imprópria feita ao ex-chefe Christian Horner por uma ex-funcionária. Horner foi inocentado após uma investigação interna; mas, foi demitido em meados de 2025, sucedendo outros desfalques na equipe como o próprio Newey e o diretor esportivo Jonathan Wheatley (atual chefe da Sauber).
Newey começou a trabalhar na F1 em 1980 como estagiário, quando o efeito solo (reintroduzido no regulamento técnico de 2022, no qual a maior parte da carga aerodinâmica é gerada pelo assoalho dos carros) ainda vigorava nos veículos da categoria.
Ele passou pela March, Williams e McLaren, projetando carros campeões como o FW14B da Williams de Nigel Mansell, de 1992, e o MP41/13 do primeiro título de Mika Hakkinen com a McLaren, em 1998. O engenheiro assinou com a RBR em 2006 e foi a mente criativa por trás dos monopostos que conduziram Sebastian Vettel e Max Verstappen a quatro e três títulos, respectivamente.
Nos últimos dias, cresceram rumores sobre uma possível substituição de Cowell por Horner, que está fora do mercado da F1 desde sua demissão da RBR. Segundo veículos como a “BBC” e a “ESPN”, Cowell estaria se desentendendo com Newey por uma disputa de forças dentro da equipe.
Porém, a posição oficial da Aston Martin, mantendo ambos no time, é de que eles dividirão as responsabilidades; enquanto Newey será responsável por liderar a equipe técnica e as operações de pista, Cowell passará a otimizar a parceria técnica com a Honda, que substitui a Mercedes como fornecedora de motores da Aston Martin em 2026.
Em 2026, a Aston Martin conservará sua atual dupla de pilotos, Fernando Alonso e Lance Stroll.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, rebateu as críticas do técnico Abel Ferreira em relação aos erros de arbitragem que, segundo ele, prejudicaram a equipe nos últimos jogos.
Na entrevista coletiva da última terça-feira, o técnico afirmou que “muita coisa mudou” depois das polêmicas envolvendo o jogo entre São Paulo e Palmeiras no Brasileirão. Segundo ele, após esse duelo os árbitros erraram muito mais contra o Verdão, o que teria sido preponderante para o time sair da briga pelo título.
– Não acredito que esses cinco últimos jogos, que não conseguimos vencer, foram em virtude de arbitragem. Eu não posso transferir responsabilidade que é nossa. Não vencemos por responsabilidade nossa, por incapacidade nossa. Isso é muito claro para mim, muito claro para o diretor de futebol e acho que muito claro para o nosso treinador – afirmou Leila, nesta quarta-feira, em evento em São Paulo.
– O que vamos fazer? Tentar corrigir esses problemas que ocorreram nesses últimos jogos. Não concordo, não gosto, vocês me veem muito pouco falando de arbitragem, problema de calendário… A realidade que temos é essa e nós temos que lutar para superar as dificuldades – acrescentou.
A presidente do Palmeiras acredita que o campeonato teve erros para todos, e não foi isso que tirou o time da briga pelo título.
O Verdão agora tentará salvar o ano na final da Conmebol Libertadores, no próximo sábado, às 18h (de Brasília), em Lima, no Peru.
– A dificuldade não é só para o Palmeiras, os erros de arbitragem não foram só contra o Palmeiras, são com todos os clubes. Eu concordo que os problemas dos últimos jogos, vou ser clara e falar como presidente do Palmeiras, foi por incapacidade nossa, nós estamos cientes. E torcedor, vamos trabalhar para superar essas dificuldade – comentou.
Apesar do comentário de Leila ir na contramão do que disse Abel Ferreira, a mandatária reafirmou seu desejo em renovar com o técnico mesmo em caso de vice-campeonato no próximo sábado.
Em seu primeiro ano completo no circuito profissional de tênis, João Fonseca chamou a atenção de crítica e público ao conquistar quatro torneios (o ATP 500 da Basileia, o ATP 250 de Buenos Aires e dois Challengers), obter grandes vitórias e saltar da 145ª para a 24ª posição do ranking mundial.
Por conta disso, o carioca de 19 anos foi anunciado nesta quinta-feira, após eleição feita entre jornalistas especializados, como um dos quatro finalistas da categoria Breakthrough of the Year, que coroa o jogador que teve a maior evolução na temporada, no ATP Awards, a premiação anual da Associação dos Tenistas Profissionais.
Mais novo da relação, João vai concorrer com o britânico Jack Draper (10º do mundo), o tcheco Jakub Mensik (19º) e o monegasco Valentin Vacherot (31º). Todos eles tiveram grande crescimento ao longo de 2025 e ganharam um troféu de Masters 1000, série que fica abaixo apenas dos quatro Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).
De acordo com a entidade, o resultado final vai ser divulgado ao longo da segunda semana de dezembro. O número 1 do Brasil também concorre ao prêmio de Tenista Favorito dos fãs. A votação é aberta e ocorre no site da ATP.
O prodígio brasileiro não disputará mais torneios em 2025, mas ainda estará em ação em uma partida de exibição contra o atual líder do ranking mundial, o espanhol Carlos Alcaraz, no dia 8 de dezembro, em Miami (EUA).
Com lugar assegurado no top 30 do mundo ao fim desta temporada, João Fonseca mudará de patamar e passará a integrar, em 2026, uma relação de jogadores especiais. De acordo com o regulamento da ATP, entidade que comanda o circuito mundial de tênis, os 30 primeiros do ranking no fim de cada ano têm algumas obrigações a cumprir nos 12 meses seguintes, mas são bem remunerados por isso, com uma série de bônus. O atleta nesta seleta lista é chamado de commitment player, que é jogador de compromisso, na tradução do inglês.
João já está oficialmente confirmado em dois eventos de 2026. Ele foi anunciado na última quarta-feira pela organização do ATP 250 de Adelaide, que acontecerá entre 6 e 11 de janeiro e servirá de preparação para o Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano. E o outro é o ATP 500 do Rio, na cidade natal de Fonseca, entre 14 a 22 de fevereiro.
Na relação histórica de melhores rankings de homens brasileiros em simples, João só está atrás de Gustavo Kuerten – número 1 no fim de 2000 – e de Thomaz Bellucci – 21º da ATP, em julho de 2010. Com a 24ª posição, Fonseca igualou a marca de Thomaz Koch, em 1974, e superou o 25º lugar de Fernando Meligeni, em 1999.
O argentino Darío Herrera será o árbitro da final da Libertadores, entre Palmeiras e Flamengo, no dia 29 de novembro, em Lima. O anúncio foi feito nessa sexta-feira.
O trio de arbitragem será argentino. Cristian Gonzalo Navarro e José Miguel Savorani serão os auxiliares de Darío Herrera.
O VAR também será comandado por um argentino. Héctor Alberto Paletta será o árbitro de vídeo da decisão.
Com emoção até o último minuto, o Brasil carimbou classificação à semifinal do Mundial sub-17, em Doha, no Catar. Os garotos venceram o Marrocos por 2 a 1, na tarde desta sexta-feira (horário de Brasília), com o brilho do centroavante Dell. O camisa nove, cria da base do Bahia, anotou os dois gols do confronto, um em cada tempo. O último, aliás, marcado no último lance do confronto, que se encaminhava para os pênaltis. Baha, atacante marroquino, havia balançado as redes no – até então – empate. Mas deu Brasil no estádio Aspire Zone.
Classificado, o Brasil pega Portugal no duelo que vale vaga à decisão do Mundial da categoria. O adversário venceu a Suíça por 2 a 0, também nesta sexta-feira, mas em horário mais cedo que o jogo das quartas contra o Marrocos. A semifinal está marcada para dia 24 de novembro, próxima segunda-feira.
Artilheiro que chama? Pivete de Aço, Dell assumiu o protagonismo do jogo contra o Marrocos para si. Chamou a responsa ao marcar os dois gols da vitória (e da classificação) canarinha à semifinal da Copa do Mundo sub-17. Em quatro jogos disputados no campeonato, balançou as redes três vezes.
O início e o fim do jogo entre Marrocos e Brasil foi de tensão absoluta. Logo no primeiro minuto, o Marrocos pediu desafio de vídeo cobrando pênalti não marcado em Baha – não concedido na checagem do juiz. Depois, no gol de Dell, feito no último lance do jogo, o juiz foi chamado pelo árbitro de vídeo para checar possível irregularidade. Nesse meio tempo, os atletas brasileiros já estavam comemorando – enquanto o técnico do Marrocos terminou expulso. No fim, lance confirmado e festa sul-americana em Doha.
Marrocos x Brasil fizeram um início de jogo agitado, intenso, mas o Brasil, quando teve tranquilidade de colocar a bola no chão, foi melhor. E contou também com a sorte porque o árbitro, logo no primeiro minuto de jogo, não viu pênalti no desafio de vídeo pedido pelo Marrocos em lance de Baha. Assim, a Canarinho abriu o placar na primeira oportunidade que teve. Dell, após boa trama entre Zé Lucas e Ruan Pablo, recebeu passe cruzado e tocou no contrapé de Bellaarouch para inaugurar o marcador. Em vantagem, o Brasil se sustentou bem defensivamente, conseguindo chegar ao gol em outras oportunidades, mas sem marcar. O Marrocos, por sua vez, tentava furar o bloqueio defensivo brasileiro e só construiu uma oportunidade, sem perigo, em cabeçada de Eddaoudi, por cima da trave. Até o último minuto do primeiro tempo, quando El Aoud pisou na área, fingiu o chute e foi derrubado por Ângelo. Baha converteu o pênalti finalizando forte, no meio, sem chances para João Pedro.
Mesmo que não seja campeão da F1 2025, Max Verstappen fez um bom retrospecto de seu ano – com muitos altos e baixos, mas marcado pela recuperação que o pôs em condições de sonhar com o título nas etapas finais. Mais recentemente, ele ainda teve uma atuação que valeu o terceiro lugar no GP de São Paulo. Mas, lembra com pesar de um momento: a batida com George Russell na Espanha.
– Aquela manobra em si, e todo o incidente, não foi boa. Mas isso se deve ao fato de eu me importar muito. Eu poderia ter pensado: “Este carro não está funcionando mesmo, vou deixar quieto”. Mas não consigo sair do carro sabendo que não dei tudo de mim. Fico com raiva de mim mesmo, não consigo dirigir a 80%. Por isso fiquei tão irritado em Barcelona; primeiro com o que aconteceu na relargada, e quando me mandaram devolver a posição – disse ele, em entrevista ao canal holandês “Viaplay”.
Max buscava a vitória no Circuito de Barcelona; ousou com uma estratégia de três paradas, mas acabou prejudicado pela quebra de Andrea Kimi Antonelli a 11 voltas da bandeirada. Pouco antes, o holandês tinha parado e colocou pneus macios para tentar atacar Oscar Piastri e Lando Norris, líder e vice-líder da prova na ocasião.
Após entrar novamente nos boxes junto com as duas McLarens, Max voltou à pista com pneus duros. Os jogos eram os únicos disponíveis, informação que a RBR passou ao piloto diante de seus questionamentos.
Em terceiro na relargada, Verstappen derrapou ao entrar na reta em alta velocidade e perdeu a posição para Charles Leclerc, da Ferrari. Ele teve um contato com o piloto de Mônaco e, na sequência, foi atacado por George Russell; o tetracampeão então passou por fora da curva para manter-se em quarto lugar.
A RBR pediu ao holandês que ele cedesse a posição a Russell, o que deixou o tetracampeão muito irritado. Ele então ensaiou abrir passagem para o rival, mas fechou a porta ao rival metros à frente e bateu na Mercedes do inglês.
A direção de prova considerou que Max não saiu da pista intencionalmente após a disputa inicial com Russell, então, não teria que devolver o quarto lugar. Porém, como o tetracampeão colidiu de propósito com o rival, foi punido com 10s no acréscimo do tempo de prova; ele ainda recebeu mais três pontos na superlicença e chegou a 11, ficando a um ponto de ser suspenso por uma corrida.
– Foi um erro da minha parte. Aprendi com ele. Esses momentos não vão se repetir mesmo que estejamos em uma situação semelhante com o carro. São pequenas coisas com as quais se aprende, mas, no geral, em termos de desempenho, a temporada foi absolutamente boa – avaliou o holandês.
Além do risco de suspensão que correu até o GP da Áustria, quando parte de seus pontos expiraram, Verstappen caiu de terceiro para décimo na corrida, perdendo pontos importantes para a disputa no campeonato.
Como faturou apenas um ponto na corrida, Verstappen manteve o terceiro lugar no campeonato porém, sua diferença para Norris, então vice-líder, aumentou de 22 pontos para 39. Para completar, a RBR caiu de terceiro para quarto no Mundial de construtores na ocasião.