Engajada em pautas de saúde e bem-estar, Aline Campos, de 38 anos, compartilhou uma experiência pessoal delicada ao falar sobre a importância da prevenção do câncer do colo do útero. A atriz e influenciadora, primeira eliminada do BBB 26, passou por uma cirurgia para retirar uma lesão pré-cancerígena causada pelo vírus HPV e hoje é uma das vozes da campanha Março Lilás, que tem Juliana Paes como embaixadora.
“Eu estou muito feliz por fazer parte mais um ano deste Março Lilás com a MSD e com todo esse time que se uniu para falar sobre um assunto tão importante, que é o câncer de colo do útero, sendo que 99% desses cânceres são causados pelo vírus HPV”, diz Aline.
Ela lembra que a doença pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada a tempo. “O câncer do colo de útero é o câncer que mais mata mulheres até 35 anos de idade, mais do que o câncer de mama, justamente por ser um tabu. Existe prevenção, existem os exames de rotina que precisam ser feitos. Se você detectar a tempo, você pode se tratar”, disse ela à Quem.
“Existe vacinação, eu me vacinei, eu vacinei o meu filho. Não são só as mulheres adultas que precisam se vacinar. As crianças também podem e devem; inclusive existe vacina de graça até 14 anos [no SUS]”, aponta. “Cerca de 80% das pessoas com vida sexualmente ativa já tiveram ou terão contato com o vírus do HPV. Então esse é um vírus muito mais comum do que parece”, conta ela, que há um ano passou por uma cirurgia devido ao papilomavírus humano (HPV).
Ao reforçar a importância do autocuidado, Aline destacou que a descoberta de seu câncer aconteceu durante exames de rotina.“Eu, como uma pessoa que me cuido desde sempre – a atividade física sempre fez parte da minha vida –, não posso deixar de frisar a importância de fazer os exames de prevenção”, diz.
“Uma mulher que descobre um câncer de colo do útero ou uma lesão pré-cancerígena, como a que tive, pode se tratar. Eu tive uma lesão pré-cancerígena um ano atrás, fiz uma cirurgia. Graças a Deus, deu tudo certo, a lesão sumiu, o HPV não está mais detectado no meu corpo, mas justamente porque eu faço exames de prevenção anualmente”, revela.
A atriz também ressalta a importância do acolhimento médico no momento do diagnóstico. “Foi essencial ter recebido esse diagnóstico através da minha ginecologista, que teve todo o cuidado, carinho, não apontou o dedo, não falou nada que pudesse me fazer sentir culpa, coisa que, infelizmente, ainda acontece muito”, explica.
“A minha médica fez questão de falar: ‘eu sou ginecologista, tive dois parceiros em toda a minha vida e tive câncer do colo do útero’. Me tratei e hoje eu estou livre desse câncer”, conta, ressaltando que nem só mulheres precisam se prevenir, mas homens também.
“É muito mais comum e a gente precisa falar sobre isso. Não existe só câncer do colo do útero causado pelo HPV, mas orofaringe, câncer anal e dentre outros que atingem não só mulheres, mas também homens”, reforça.
Sobre o procedimento cirúrgico, Aline tranquiliza outras mulheres que possam enfrentar situação semelhante. “Eu passei por uma retirada de parte do meu colo do útero. Eu continuo com o colo do útero, deu tudo certo, foi uma cirurgia muito tranquila, pois eu fiz com profissionais que eu confiava”, afirma.
“A recuperação deve ser levada a sério, um mês sem esforço físico, porque senão o sangramento pode continuar e demorar mais para você ficar 100%. Mas, em geral, foi uma cirurgia muito tranquila e que não precisa se assustar”, garante.
Ao tornar pública sua experiência, Aline transforma um episódio pessoal em um alerta coletivo: informação, prevenção e vacinação continuam sendo as principais ferramentas no combate ao câncer do colo do útero.