A guerra no Oriente Médio entrou em um dia decisivo nesta terça-feira (7). A manhã foi marcada por intensos ataques na região, a poucas horas do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz.
Em meio à escalada militar, tanto Trump quanto o Irã dobraram suas apostas e renovaram ameaças nesta terça. O presidente dos EUA afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, caso o regime iraniano não reabra a via marítima.
Já o Irã manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de “promessas vazias” e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, “se a situação sair do controle”. Esta é a única alternativa marítima ao fechamento de Ormuz, conectando o Oceano Índico ao Mar Vermelho.
A autoridade iraniana ameaçou ainda deixar “todo o Oriente Médio no escuro” se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã.
Veja, abaixo, o que ocorreu nesta terça:
- Donald Trump renovou o ultimato que deu ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Na tentativa de pressionar Teerã, disse, em uma postagem em sua rede social Truth Social, que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em referência a ataques que promete fazer caso o prazo não seja atendido;
- Antes mesmo do ultimato expirar, os EUA já atacaram a estratégica ilha de Kharg, no Irã, segundo o vice-presidente J.D. Vance. Kharg, que estoca cerca de 90% de todo o petróleo produzido no Irã, foi atacada pela 2ª vez na guerra, mas sua infraestrutura petrolífera foi poupada novamente;
- Israel também não esperou o prazo e anunciou ter feito “amplos ataques” ao redor do território iraniano nesta terça, atingindo pontes, trens, aeroportos e edifícios. Entre os alvos estão uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica em Shihaz, também foi atingida;
- Várias explosões atingiram Teerã, e uma delas matou 9 pessoas, segundo a mídia local. Israel pediu que iranianos não viajem em trens, e ataques a ferrovias já foram registrados;
- O Irã revidou. Convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e anunciou que a época ‘de boa vizinhança’ com países do Golfo acabou e que abandonará qualquer contenção em novos ataques.
- O regime iraniano manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de “promessas vazias” e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, “se a situação sair do controle”.
Ultimato de Trump
Termina nesta terça-feira (7), às 21h pelo horário de Brasília, o prazo dado por Donald Trump para que o Irã chegue a um acordo com os Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou que os iranianos vão “viver no inferno” caso as negociações não avancem.
▶️ Contexto: A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já está na sexta semana — prazo máximo previsto para a duração do conflito pelo próprio Trump quando a ofensiva começou.
- Os EUA dizem querer garantir que o Irã se comprometa a nunca buscar uma arma nuclear, além de limitar o alcance e o número de mísseis.
- Trump afirma que os EUA já venceram a guerra, após destruírem parte significativa das Forças Armadas iranianas, incluindo mísseis e lançadores.
- Ao mesmo tempo, o presidente defende ser necessário “terminar o trabalho” para impedir que o Irã volte a ameaçar os EUA ou aliados.
Apesar dos avanços militares norte-americanos, o Irã vem demonstrando capacidade de resistência ao pressionar a economia global. O país fechou parte do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, o que elevou os preços do combustível em diversos países.
O Irã também mantém ataques frequentes contra Israel, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa. Países vizinhos acabaram sendo envolvidos no conflito, com Teerã mirando bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA na região.
Fonte: G1 globo