A lesão de Piquerez prejudicou o planejamento esportivo do Palmeiras, mas não terá impactos financeiros. Como parte de um mecanismo de proteção para clubes com atletas convocados, a Fifa pagará o salário do lateral-esquerdo durante o período de recuperação.
O pagamento é integral, ou seja, o Palmeiras não precisará arcar com os vencimentos fixos de Piquerez até o retorno do uruguaio ao time. O clube não divulga o prazo de recuperação dos atletas entregues ao Núcleo de Saúde e Performance, mas há expectativa de retorno antes da Copa do Mundo.
Essa possibilidade, inclusive, foi uma das razões pelas quais jogador e clube optaram pela cirurgia. Piquerez sofreu uma ruptura ligamentar no tornozelo esquerdo no amistoso entre Uruguai e Inglaterra, na última sexta-feira, em Wembley.
O lateral-esquerdo saiu de maca do estádio e retornou ao Brasil no dia seguinte. Desde então, ele está entregue aos cuidados do departamento médico do Palmeiras.
Dessa forma, ele está fora do próximo compromisso do Alviverde, que será nesta quinta-feira, contra o Grêmio. A bola rola às 21h30, na Arena Crefisa Barueri.
Como funciona o mecanismo da Fifa?
A entidade máxima do futebol mundial compensa clubes que cedem jogadores para as respectivas seleções. Quando esses atletas retornam lesionados, o processo de avaliação da compensação financeira é ativado.
O Palmeiras entrou em contato com o departamento médico da seleção uruguaia e, logo em seguida, acionou a Fifa em busca dos seus direitos, que serão atendidos. A Fifa ativa o protocolo de compensação financeira quando o jogador fica fora de ação por pelo menos 28 dias. A partir do 29º dia de ausência, a entidade realiza o pagamento.
O valor máximo de pagamento diário é de 20 mil euros, cerca de R$ 120 mil reais. A Fifa prevê até 7,5 milhões de euros (R$ 45 milhões) para casos mais extremos, nos quais o jogador fica parado por seis meses.
Ao todo, a Fifa disponibiliza 80 milhões de euros anuais, quase R$ 500 milhões na cotação atual, para arcar com esse tipo de custo.
Outros clubes brasileiros já foram contemplados com o mecanismo, como é o caso do Flamengo. Em 2024, Pedro sofreu uma lesão muscular quando estava entregue à seleção brasileira e, assim como aconteceu com Piquerez, a Fifa pagou os salários integralmente.
O próprio Palmeiras também foi indenizado, em caso envolvendo o goleiro Fernando Prass. Ele sofreu uma lesão no cotovelo durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, e precisou passar por cirurgia que o afastou dos gramados por três meses.
Fonte: Ge globo