Aos 19 anos, Melody vive um momento de virada que vai além dos números, embora eles impressionem.
Após faturar cerca de R$ 50 milhões em 2025, a artista começa a se enxergar sob uma nova perspectiva: não apenas como intérprete de hits virais, mas como uma marca em construção, com estratégia, posicionamento e ambição de longo prazo.
Em entrevista, Melody conta quando sua trajetória ganhou um novo rumo. “Menina, a chave virou completamente com o sucesso de ‘Jetski’, que foi um divisor de águas real na minha trajetória. O momento exato em que vi o tamanho do negócio foi quando percebi que o mercado, que antes olhava para mim apenas como uma promessa, começou a me enxergar como uma marca consolidada. A partir daí, começaram a chegar várias propostas e estou muito feliz com isso. Entendi que a Melody não era mais só a cantora no palco, mas um negócio e uma marca pessoal que eu precisava cuidar de forma estratégica e intencional”, explica.
Se hoje fala com naturalidade sobre gestão de carreira, tudo começou de forma bem diferente, conciliando rotina escolar e os primeiros passos na música.
“Eu tive uma vida bem normal! Tinha minha rotininha certinha: ia para a escola de manhã, eu era super nerd, adorava fazer capas decoradas para os trabalhos e só tirava 10 em redação, fazia minhas lições, e só depois ia pensar em música e shows. Eu sinto que amadureci rápido pelas pancadas e polêmicas, mas minha infância não foi danificada de jeito nenhum”, afirma.
A construção dessa identidade passa também por elementos que vão além do som.
Para Melody, imagem e sensorial caminham juntos na forma como o público reconhece um artista.
“Assim como a roupa, o cabelo ou a maquiagem, o perfume também comunica quem você é. Tem artista que você lembra pelo estilo visual, e tem artista que você lembra até pelo cheiro. Eu acho muito legal quando uma fragrância consegue traduzir a personalidade, algo jovem, confiante e que marca presença”, destaca.
Entre aprendizados e exposição constante, a cantora diz ter desenvolvido uma relação mais leve com críticas e polêmicas, algo que, segundo ela, vem de casa.
“A não ligar para dramas! Eu aprendi com meu pai desde criancinha que sempre vai ter gente criticando e haters, isso é super comum e está tudo bem. Tem dias que eu até acho graça das polêmicas, é o famoso ‘fale bem ou fale mal'”, comenta.
No estúdio, onde tudo ganha forma, o processo criativo reflete essa mesma liberdade. “Eu escuto música 24 horas por dia, então respiro isso. Amo misturar ritmos! Sou muito cabeça aberta para trabalhar com vários estilos musicais. Gosto de pegar o pop e colocar um piseiro, um funk ou até um sertanejo no meio. Minha inspiração é o que está rolando de legal no momento”, revela.