A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta terça-feira (24) cinco casos da mpox (antiga varíola dos macacos) na área atendida pelo Departamento Regional de Saúde de Campinas, que abrange 42 cidades.
Em todo o estado de São Paulo, foram confirmados 51 casos, até a publicação desta reportagem. Não há registro de mortes.
🗺️Na última semana, uma nova variante da doença foi detectada no Reino Unido e na Índia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esses registros indicam que o vírus pode estar circulando mais amplamente do que o documentado até agora. Apesar disso, a avaliação global de risco permanece inalterada.
O primeiro caso confirmado na região corresponde a um homem de 35 anos, morador de Campinas. Ele apresentou sintomas no dia 3 de janeiro e foi atendido em uma unidade da rede privada da metrópole, evoluindo para cura no dia 19 de janeiro.
Segundo a Prefeitura de Campinas, não há informações sobre o local de infecção.
O que é mpox?
A mpox é uma zoonose viral, ou seja, é transmitida entre pessoas e animais. A transmissão se dá, por exemplo, por contato próximo a fluidos corporais de uma pessoa contaminada ou por arranhões ou mordida do animal com a doença. Alguns dos sintomas são dor de cabeça, gânglios inchados e erupções na pele.
A “‘varíola dos macacos”, como era então chamada essa doença, foi identificada pela primeira vez justamente em colônias de macacos, em 1958.
Hoje, porém, sabe-se que a infecção, que recebeu o mais alto nível de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024, também pode ser transmitida por roedores, como esquilos, e outros mamíferos, como até mesmo o cão doméstico — por isso a mudança de nome.
Alguns dos sintomas são dor de cabeça, gânglios inchados e erupções na pele.
Para reduzir risco de contágio, especialistas recomendam :
- evitar contato direto com lesões
- manter higiene das mãos
- não compartilhar objetos pessoais