A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, no início da manhã desta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex assessor de Bolsonaro condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela chamada trama golpista. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pela Jovem Pan.

Ministro Alexandre de Moraes Manda Prender Filipe Martins
A ordem de prisão veio do ministro Alexandre de Moraes, que argumentou que Martins utilizou a rede social LinkedIn para pesquisar perfis de terceiros, descumprindo medida cautelar. Ele foi encaminhado para um presídio em Ponta Grossa, interior do Paraná.
Na decisão, Moraes escreve que Martins “descumpriu as medidas cautelares impostas, quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-la. Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais.”
No sábado (27), após fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moraes determinou a conversão das medidas cautelares impostas contra o ex-assessor em prisão domiciliar.
Integrante do chamado “núcleo 2”, Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado. Segundo as investigações, ele teria elaborado e apresentado a “minuta do golpe” a Bolsonaro e aos chefes das Forças Armadas.. Durante o governo Bolsonaro, ele foi assessor-especial para assuntos internacionais da Presidência da República.
Ao justificar as prisões, Alexandre de Moraes afirmou haver “fundado receio” de novas tentativas de evasão. Para o ministro, o histórico dos condenados indica um padrão de atuação que inclui o planejamento de fugas para fora do território nacional.
A defesa de Filipe Martins foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Condenados que tiveram prisão domiciliar decretada pelo STF e passaram por audiência de custódia:
Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência da República no governo Jair Bolsonaro
Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército (ES)
Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército (DF)
Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército (TO)
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército (BA)
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército (RJ)
Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército (RJ)
Fonte: Jovem Pan