Leonardo Jardim foi apresentado oficialmente como novo técnico do Flamengo na tarde desta quinta-feira, após o treino da manhã no Ninho do Urubu. Esta foi a segunda atividade comandada pelo português, que chegou na quarta para substituir Filipe Luís no cargo. Em sua primeira entrevista como comandante rubro-negro, o ex-treinador do Cruzeiro explicou a decisão de voltar a trabalhar no Brasil.
— Flamengo é um clube de dimensão mundial, está no topo dos melhores clubes do mundo. É uma grande motivação estar aqui e ser treinador da Nação. Quero continuar nas conquistas. O clube vive de clube e resultados — declarou em entrevista ao canal oficial do clube no YouTube.
Perguntado sobre a declaração que deu na época do Cruzeiro de que não treinaria outro clube no Brasil, Jardim disse ter sido ingênuo e infeliz em sua frase e explicou que, além dos problemas pessoas, havia divergência de ideias entre a Raposa e o que ele acreditava:
— Falei o que foi sentido. Me sentia bem em BH, acreditava num projeto a médio longo prazo, mas a vida nos cria surpresas, tive problemas na ordem familiar e pessoal que eu tinha que resolver. Ao mesmo tempo existia dentro da estrutura algumas ideias diferentes do que eu acreditava, por isso acabou por se encerrar mais cedo o capítulo Cruzeiro. Fui emotivo porque acreditava que o projeto seria a longo prazo, mas também fui ingênuo, uma coisa que não costumo ser porque sou muito pragmático, mas às vezes a emoção nos leva a ter algumas tiradas infelizes. Agora como treinador do Flamengo, o capítulo do Cruzeiro passou e quero estar focado nesse novo capítulo.
Na apresentação, Jardim ganhou uma camisa de número 12 às costas, que representa a torcida como “12º jogador”. Sobre estilo, o técnico tem fama de trabalhos com times jogando que jogam mais na forma de transição, mas garantiu que não vai mudar o DNA rubro-negro:
— O treinador tem suas ideias, mas a principal virtude é rentabilizar seus ativos. Tive trabalhos com jogadores de transição, mas preciso aproveitar as características dos jogadores. Aqui tenho jogadores de posse, mas também jogadores agressivos. O jogo de futebol não é só uma característica. Não vamos alterar neste momento porque já temos algo formado. Minha mensagem eu passei para os jogadores. Conheço o Flamengo bem porque jogamos ano passado o mesmo campeonato. Sei das qualidades e virtudes que o time tem. Com certeza, o treinador não vai trocar o DNA da equipe. Vai tentar colocar seu cunho pessoal em algumas situações, mas com certeza vamos aproveitar muito do trabalho do Luís. Era um dos treinadores brasileiros que eu tinha uma boa relação, a gente trocava algumas ideias. Meu objetivo é dar continuidade e dar meu cunho pessoal, o que é normal.