Baixa vazão, calor e poluentes podem ter causado mortandade de peixes no Rio Piracicaba, diz Cetesb

Jornal da Notícia

peixes um

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que as possíveis causas para a mortandade de peixes no Rio Piracicaba, em Piracicaba (SP), são a baixa vazão do manancial, as altas temperaturas e a concentração de poluentes na água.

Na terça-feira (2), o rio amanheceu repleto de peixes mortos por toda extensão. Milhares de exemplares nativos boiavam nas margens, situação que chamou atenção de moradores, turistas e pescadores.

Cetesb Analisa Resultados da Água do Rio Piracicaba

A Cetesb, por meio da Agência Ambiental de Piracicaba, fez uma vistoria do trecho entre a entrada do Rio Piracicaba na área urbana até o distrito de Ártemis. “Não foi verificado nenhum lançamento irregular de efluentes que pudesse provocar a situação encontrada.”

A hipótese levantada até agora pela Cetesb é que a baixa vazão do rio, associada ao calor e à concentração de poluentes na água, pode ter causado floração de algas. Isso, por sua vez, fez com que baixasse o nível de oxigênio dissolvido, que é essencial para a vida aquática.

Segundo o Sistema de Alertas a Inundações de São Paulo (Saisp), a vazão do Rio Piracicaba estava em 39,72 metros cúbicos por segundo às 7h50 desta quarta (3). A vazão média histórica de janeiro é de 188,60, ou seja, atualmente está quase 80% abaixo.

“Durante a vistoria, foram coletadas amostras e obtido um perfil de oxigênio, pH e temperatura, cujos resultados corroboram com a hipótese levantada até o momento. Amostras também foram encaminhadas para o laboratório da Cetesb em São Paulo para análises de clorofila, toxicidade aguda e fitoplâncton”, diz a Companhia.

Uma especialista ouvida pela reportagem na terça já apontou como possíveis causas esses mesmos motivos.

Além disso, o monitoramento automático da Cetesb em ponto mais abaixo do rio mostrou registros de variação significativa de oxigênio, com valores críticos na manhã de terça-feira. “A concentração de oxigênio dissolvido mensurado às 14h já mostrava concentrações mínimas para a preservação de vida aquática.”

A Cetesb informou que continuará investigando as hipóteses e quando tiver novos resultados vai divulgá-los.

Tonalidade verde

No último sábado (30), o Rio Piracicaba amanheceu com uma tonalidade verde diferente do habitual e a cena também chamou atenção. Um especialista coletou uma amostra e informou que a situação pode ter sido ocasionada pela presença de algas.

A análise mostrou que o rio estava com os valores de pH, condutividade elétrica e oxigenação dentro do padrão. “A interpretação que podemos dar é que essa quantidade de material que está tornando a água verde, no meu entender, deve ser a presença de algas, muito provavelmente vindas de uma região mais para cima de Piracicaba.”

Fonte: G1

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