1 a cada 36 crianças tem autismo, diz CDC

Jornal da Notícia

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Em 2000, os Estados Unidos registraram um caso de autismo a cada 150 crianças observadas. Em 2020, houve um salto gigantesco: um caso do transtorno a cada 36 crianças. As estatísticas são do órgão de saúde Centers for Disease Control and Prevention (CDC), que divulgou a atualização na semana passada — já que os dados são sempre anunciados pelo menos três anos após a coleta.

Por que foi registrado um aumento tão significativo? Para responder a essa pergunta, neste Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, a reportagem  ouviu quatro cientistas que estudam o espectro.

  • maior acesso da população aos serviços de diagnóstico;
  • formação de profissionais capazes de detectar o transtorno;
  • pais, professores e pediatras mais conscientes e informados para levantar as primeiras suspeitas;
  • ampliação da compreensão do que é autismo;
  • possíveis fatores ambientais que colaboram para a maior frequência de TEA.

Antes de ler as explicações para cada um desses itens, tenha em mente que, apesar de não existirem estatísticas referentes à população brasileira, é possível usar os números do CDC como uma referência do que está acontecendo aqui no país.

Não temos estimativas exclusivas do Brasil porque, aqui, o diagnóstico é feito com mais dificuldade. “É algo precário. Temos poucos profissionais especializados, e descobrir que alguém tem autismo não é tão simples. Não existe um único exame que detecte isso, explica Patrícia Braga, professora associada da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora da plataforma científica Pasteur USP.

A avaliação é multidisciplinar, a partir de uma sequência de consultas e observações clínicas com diferentes profissionais de saúde.

Fonte: G1

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