O governo de Israel anunciou hoje que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ordenou “ataques poderosos” na Faixa de Gaza. Decisão ocorre menos de um mês após início do cessar-fogo na região.
Premiê instruiu o escalão militar a fazer os ataques “imediatamente”. A ordem para ataques quebra acordo de cessar-fogo feito com os Estados Unidos, que foi assinado em 9 de outubro.
Anúncio foi feito após reunião do governo israelense sobre a entrega de restos mortais de reféns feita pelo Hamas. Segundo o governo de Israel, um corpo entregue ontem não era de um dos 13 reféns que ainda não foram devolvidos a Israel, e sim partes do corpo restantes de um refém que já tinha sido entregue.
Por volta das 14h50 (horário de Brasília), aviões israelenses lançaram uma série de ataques contra a Cidade de Gaza. A Al Jazeera relatou uma série de tiros e explosões em Rafah e, posteriormente, em Khan Younis. Ainda não há um balanço de feridos.
A Agência de Defesa Civil de Gaza confirmou que duas pessoas morreram nos ataques aéreos. Em nota, o governo afirmou que Israel lançou pelo menos três ataques contra diversas regões, disse o porta-voz da Mahmoud Basal. Um míssil caiu próximo ao Hospital al-Shifa, que havia sido reformado e reativado.
Restrições que eram cumpridas pelas Forças de Defesa de Israel foram suspensas às 18h de hoje no horário local (13h no horário de Brasília). Segundo as IDF, a mudança foi feita após avaliação do ministro da Defesa Israel Katz. O exército de Israel seguia em Gaza, mas atrás de uma linha pré-determinada pelos Estados Unidos durante o acordo.
Hamas afirmou que encontrou um corpo de refém hoje, mas disse que vai adiar a entrega devido às “violações israelenses”. Em publicação feita após o anúncio do governo de Israel, o grupo informou que “a escalada dificultará a busca, escavação e recuperação dos corpos”.
Grupo extremista culpou o governo de Israel pelo atraso na entrega dos corpos.
Fonte: uol