Uma moradora de Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina, perdeu parte da casa após um tornado atingir a região na última sexta-feira (7). Inês Terezinha Tenroler, que é agricultora, conta que precisou se agarrar a um poste para não ser levada pela força do vento.
Inês conta que estava em um galpão, tirando leite, quando percebeu a ventania e, em seguida, ouviu o marido gritar. Ela largou tudo o que fazia e tentou ir até em casa. Neste momento, quase foi levada pelo vento forte.
— No caminho, o vento me jogou e eu consegui me agarrar num poste. Fiquei agarrada questão de 15 segundos. Quando deu uma acalmada, que eu entrei [na casa], não tinha telhado, não tinha mais nada. Tinha acabado com tudo já. Foi muito rápido — lembra.
A família perdeu parte da casa e, agora, conta com a ajuda de familiares e amigos para reerguer o imóvel. Por sorte, ela pagava uma seguradora e já foi atendida.
— Tinha o seguro que eu nem sabia que eu estava pagando da casa. Fiquei feliz que o gerente veio avisar hoje [sábado] de manhã. Vai dar tudo certo — diz.
Dionísio Cerqueira, onde Inês mora, foi uma das três cidades atingidas pelos três tornados que foram registrados em SC na sexta-feira (7), assim como Xanxerê e Faxinal dos Guedes.
De acordo com a Defesa Civil, os tornados tiveram curta duração, mas provocaram danos intensos e concentrados. Em Dionísio Cerqueira, foram registradas quedas de árvores, destelhamentos e interrupção temporária no fornecimento de energia elétrica.
Em Xanxerê, houve destruição parcial de estruturas, danos a veículos e o tombamento de um ônibus. Já em Faxinal dos Guedes, os levantamentos apontaram árvores arrancadas em diferentes sentidos e telhados danificados, evidenciando a forte circulação de ventos.
Os meteorologistas da Defesa Civil destacam que o tornado se diferencia de outras tempestades por sua circulação concentrada e de alta intensidade, com o núcleo de rotação em contato direto com o solo. Mesmo que dure poucos minutos, o fenômeno pode provocar rajadas superiores a 100 quilômetros opor hora, gerando destruição em áreas restritas, mas severas.
Portal: nsctotal
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 é “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira“.
O tema foi anunciado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em seu perfil no X. Justamente neste ano, o Enem registrou um aumento significativo no número de idosos inscritos na prova: 17.192 participantes, 191% a mais do que em 2022. Os estados com mais representantes da terceira idade são Rio de Janeiro (3.087), São Paulo (2.367) e Minas Gerais (1.997).
Ainda não foram divulgados os textos de apoio e os detalhes de quais orientações a prova forneceu como base para os alunos. Vale lembrar que o tema do envelhecimento da população também foi abordado no podcast O Assunto #1295: O tsunami prateado no Brasil. Os dados do Censo mais recente indicam que, a partir de 2042, a população brasileira deve começar a diminuir; e em 2070, mais de um terço dos brasileiros será formado por pessoas com 60 anos ou mais.
Para a professora Dani Toffoli, professora do Curso Anglo (SP), o tema segue padrão Enem, focando em uma minoria.
“O aluno que não está bem preparado pode se confundir com o uso da palavra “perspectiva”, porque veio na contramão dos três últimos anos, que trouxeram “desafios” de alguma coisa”, analisa a professora.
Ela lembra que o exame pede uma proposta de intervenção. “(O Enem) vai querer que o aluno problematize, que vá atrás das causas de algum problema relacionado ao envelhecimento na sociedade, considerando efeitos futuros, que traga as consequências que isso tem para a sociedade para que, no final, o aluno traga uma proposta de intervenção”, afirma Dani.
A primeira prova da edição é aplicada neste domingo (9). Além da redação, os candidatos respondem 45 questões de linguagens e outras 45 de ciências humanas.
No próximo domingo (16), será a vez da prova de matemática e ciências da natureza.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior, e permite ao candidato pleitear vagas em universidades públicas e privadas de todo o país.
Mais de 4,8 milhões tiveram suas inscrições confirmadas para a edição, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame.
Fonte: g1 globo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), respondeu, nesta sexta-feira (7/11), à declaração de Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, que havia sugerido a possibilidade de levar o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 de volta para o Rio. A fala de Paes ocorreu durante o lançamento do projeto do Autódromo Parque de Guaratiba, na Zona Oeste da capital fluminense, previsto para começar a ser construído em 2026.
“São Paulo aumenta o volume que a Fórmula 1 vai voltar para o Rio”, disse Eduardo Paes. “O desafio é, não só ter aquilo que já existe no Brasil e o Rio de Janeiro perdeu, mas trazer também a Fórmula 1, a Motovelocidade, Fórmula Indy, enfim… Pensar em todas as alternativas e hipóteses que nós pudermos ter a partir de 2029”, acrescentou o prefeito, citando o novo projeto que promete abrigar grandes competições automobilísticas.
Ricardo Nunes reagiu de forma enfática e garantiu que o GP do Brasil permanecerá em São Paulo, cujo contrato com a Fórmula 1 está vigente até 2030. O prefeito destacou que a capital paulista possui as condições ideais para a realização do evento.
“Nunca, nunca, nunca. Aqui a direção da Fórmula 1 está muito satisfeita com a sua atividade na cidade. (…) É muito difícil você conseguir fazer algo melhor do que a gente tem aqui, além de haver toda uma condição que é analisada com relação à disponibilização de aeroportos, a questão da rede hoteleira, a segurança”, afirmou.
Nunes ainda ressaltou que não se trata de uma disputa pessoal com o prefeito do Rio. “Não estou criticando o Rio, amo o Rio. O Eduardo é um grande amigo. Ele só, às vezes, quer fazer umas brincadeiras sem graça, mas faz parte. Agora, o que a gente tem aqui de condições para atender um evento desse tamanho, não é no Rio, não tem em outra cidade da América do Sul”, completou o prefeito paulistano.
O Autódromo Parque de Guaratiba, que integra o plano de retomada do automobilismo no Rio, está orçado em R$ 1,3 bilhão e terá capacidade para 120 mil pessoas, incluindo arquibancadas provisórias. A iniciativa será conduzida pelo grupo RockinWorld, responsável pelo Rock in Rio e The Town, em parceria com a Genial Investimentos.
O Rio de Janeiro não recebe uma corrida de Fórmula 1 desde 1989. O último circuito da cidade, o Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, foi demolido em 2012 para dar lugar ao Parque Olímpico da Barra, principal palco das competições dos Jogos Olímpicos de 2016.
Fonte: Portal leodias
O Tesouro Nacional projeta que a dívida bruta do setor público – que engloba União, estados, municípios e estatais – continuará crescendo até o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. Segundo o órgão, o índice deve chegar a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa o maior patamar em cinco anos.
Os números foram apresentados na 7ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgado nesta sexta-feira (7/11). O levantamento considera as obrigações financeiras de todo o setor público e serve como um dos principais termômetros da saúde fiscal do país.
Atualmente, a dívida está em 78,1% do PIB, o equivalente a R$ 9,75 trilhões, conforme dados do Banco Central referentes a setembro. Caso a projeção do Tesouro seja confirmada, haverá um salto de 10,8 pontos percentuais em relação a dezembro de 2022, quando o índice era de 71,7%.
Tal avanço colocará o Brasil próximo do nível registrado durante a pandemia da Covid-19, quando o endividamento atingiu 87,7% do PIB, em outubro de 2020. O recorde foi impulsionado, à época, por R$ 524 bilhões em despesas emergenciais, incluindo auxílios à população e medidas de crédito.
De acordo com o Tesouro, o aumento do endividamento decorre, principalmente, da expansão das despesas públicas. Entre os fatores que mais pressionaram as contas estão: a PEC da Transição, aprovada no fim de 2022, que ampliou o teto de gastos em cerca de R$ 170 bilhões anuais; os reajustes reais do salário mínimo, com aumentos acima da inflação; a recomposição dos pisos constitucionais de saúde e educação, agora vinculados à arrecadação; o pagamento de precatórios atrasados, que somou R$ 92,3 bilhões entre o fim de 2023 e o início de 2024; e os reajustes salariais para servidores públicos, congelados desde 2019.
As medidas ampliaram as despesas obrigatórias e reduziram o espaço fiscal para investimentos, aumentando a pressão sobre o orçamento federal. O cenário de juros elevados é apontado pelo Tesouro como um dos maiores desafios para conter a trajetória da dívida. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, encarece o custo, já que boa parte dos títulos está atrelada a essa taxa.
Mesmo considerando o cálculo oficial do Banco Central, o Brasil já figura entre os países mais endividados do mundo emergente. Pelo critério adotado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o endividamento brasileiro atinge 90,5% do PIB, número 12 pontos acima da metodologia nacional.
Para frear o avanço do endividamento, o governo aposta no arcabouço fiscal, aprovado em 2023, que substituiu o antigo teto de gastos. O novo modelo limita o aumento real das despesas a 2,5% ao ano e impede que elas cresçam mais do que 70% da variação da arrecadação. A ideia é estabilizar a relação dívida/PIB ao longo dos próximos anos. Porém, especialistas alertam que, sem corte de despesas estruturais, o equilíbrio pode ser difícil de alcançar.
A ex-detenta Suzane von Richthofen voltou a movimentar o perfil de sua loja de chinelos poucos dias após a estreia da série “Tremembé”, que vem batendo recordes no streaming. O Instagram da Su Entre Linhas estava inativo desde dezembro do ano passado, mas no início desta semana, após o sucesso da produção, um novo vídeo foi publicado.
Nos dias seguintes, o perfil recebeu novas postagens, exibindo diferentes modelos de chinelos disponíveis para compra.
O empreendimento foi fundado em Angatuba (SP), cidade onde Suzane viveu após deixar a Penitenciária Feminina de Tremembé. As peças têm entrega para todo o país e se destacam pelo trabalho artesanal e pelas embalagens com etiqueta rosa que acompanham cada pedido. Os chinelos personalizados costumam custar entre R$150 e R$180.
“Todos os produtos são produzidos à mão com muito amor e carinho pela Su”, diz a descrição da loja online, que informa ainda que as entregas podem levar até 15 dias.
Com mais de 80 mil seguidores, Suzane tem usado as redes sociais para divulgar seu trabalho e se aproximar do público. Parte dos clientes é formada por curiosos interessados em sua história, e alguns chegam a solicitar autógrafos nas embalagens ou produtos.
Fonte: Portal leodias
Virginia, embaixadora do Teleton, maratona solidária em prol da AACD, ganhou acompanhantes para participar da atração neste sábado, (8/11). Suas filhas, Maria Alice e Maria Flor, ficaram encantadas ao ouvir a mãe explicar a importância da campanha e logo pediram para participar também. As pequenas já estão planejando os looks para a ocasião, com direito a salto alto e batom, inspiradas no estilo da mãe.
Nos stories do Instagram, Virginia gravou um vídeo com as filhas, explicando como funciona a programação especial do Teleton, que arrecada recursos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente. Maria Alice, de 4 anos, e Maria Flor, de 3, ficaram encantadas com a ideia e logo pediram para participar também: “Quero ir ao Teleton”, as meninas pediram.
Virginia perguntou às filhas se elas também iriam pedir doações ao público de casa, e as pequenas confirmaram. Em seguida, Maria Alice e Maria Flor voltaram a perguntar se poderiam participar, e Virginia explicou que ainda estava tentando garantir a presença delas na atração: “A gente tá vendo se vai conseguir para vocês irem. Peraí também, tô vendo, eu tô tentando”
Já animadas, começaram a planejar os looks, revelando que queriam usar salto alto e até batom, inspiradas na mãe, que na noite da última sexta-feira (7/11) se apresentou toda produzida para o Teleton. Além de marcar presença como embaixadora e ajudar a conduzir a programação, Virginia também fez sua contribuição pessoal, doando R$1 milhão em nome de sua marca de cosméticos.
Fonte: Portal leodias
O atacante Billal Brahimi vive dias de incerteza no Santos. O jogador franco-argelino se mostrou incomodado com a situação atual no clube, em meio a uma “guerra de narrativas” entre a diretoria e a comissão técnica sobre os bastidores de sua contratação.
Segundo apurou a ESPN, o presidente Marcelo Teixeira afirmou que o técnico Juan Pablo Vojvoda “insistiu muito” para que Brahimi fosse contratado pelo Peixe. O treinador, porém, deu outra versão dos fatos e rebateu a fala do dirigente, destacando que apenas autorizou o avanço nas negociações após ter avaliado vídeos e relatórios do atleta.
Enquanto a troca de versões segue nos bastidores, Brahimi tenta encontrar seu espaço dentro de campo. Desde que chegou à Vila Belmiro, o atacante foi utilizado apenas uma vez, entrando nos 20 minutos finais do empate por 2 a 2 contra o Red Bull Bragantino, no dia 28 de setembro.
Na última quinta-feira (6/11), o jogador sequer foi relacionado para o clássico contra o Palmeiras. Após a partida, Vojvoda explicou que o franco-argelino ainda precisa se adaptar ao estilo de jogo da equipe. “Ele precisa de tempo de adaptação”, disse o treinador, ao justificar a ausência.
Desde então, Billal esteve no banco de reservas em seis jogos, mas não entrou em campo em nenhuma dessas ocasiões. O contrato do atacante com o Santos vai até o final de 2025, mas, com o cenário atual, o futuro do jogador é incerto.
A próxima chance para o atacante tentar reencontrar o caminho dentro do elenco santista será neste domingo (9/11), contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Fonte: Portal leodias
O empresário Diego Fernandes, conhecido por intermediar a negociação de Carlo Ancelotti com a Seleção Brasileira, recebeu grandes nomes do automobilismo em seu camarote no Cockpit, no Autódromo de Interlagos. O encontro ocorreu durante o primeiro dia de treinos do GP de São Paulo de Fórmula 1
Entre os convidados, estiveram o ex-piloto Christian Fittipaldi, sobrinho de Emerson Fittipaldi, e Nelson Piquet Jr., filho do ex-automobilista de mesmo nome. Dentro os destaques ainda em atividade, o australiano Jack Doohan, estreante da categoria em 2025 pela Alpine, também marcou presença no espaço.
Na quarta-feira (5/11), Diego já havia recebido Doohan e Valtteri Bottas, da Mercedes, na reedição do encontro que já havia ocorrido na edição de 2024 do GP de São Paulo. A dupla recebeu camisas do São Paulo, clube de coração do empresário do mercado financeiro e esportivo. Aos 40 anos, ele já ostentou mais de 100 jogadores e ex-jogadores como clientes, entre eles Neymar e Vini Jr.
Uma rápida olhada em suas redes sociais evidencia a presença no meio: o investidor possui registros de encontros com Lamine Yamal, Erling Haaland, Ronaldo Fenômeno e Romário. Na Fórmula 1, destaque para Max Verstappen, Charles Leclerc e Carlos Sainz. Fernandes também posou com Dana White, dono do UFC, e com o ex-boxeador Mike Tyson.
Fonte: Portal leodias
O calendário nacional de 2025 mantém o ritmo intenso que marcou os últimos anos, com competições simultâneas e presença de reforços de peso no futebol brasileiro. A disputa pela artilharia do país se tornou um dos símbolos desse cenário, com atletas de diversas divisões e perfis aparecendo entre os principais goleadores
O levantamento considera gols marcados em torneios oficiais no Brasil e nas competições continentais e intercontinentais: as quatro séries do Campeonato Brasileiro, Copas regionais como a do Nordeste e a Verde, campeonatos estaduais de elite, Copa do Brasil, Supercopa do Brasil, Libertadores, Sul-Americana, Recopa, Mundial de Clubes e Copa Intercontinental. O ranking inclui atletas que mudaram de clube no decorrer do ano, contabilizando os tentos anotados por cada equipe que defenderam
Em 2024, Yuri Alberto terminou como maior goleador do futebol nacional com 31 gols. Antes dele, Germán Cano liderou em 2023 e 2022 com 40 e 44 tentos, respectivamente. Em 2025, uma nova disputa se desenha e já apresenta diferentes perfis de protagonistas.
No topo da tabela aparece Pablo Vegetti, do Vasco, com 26 gols. O argentino distribuiu seus tentos ao longo do Campeonato Carioca (6), da Copa do Brasil (1), do Brasileirão (14) e da Copa Sul-Americana (5), mantendo protagonismo ofensivo ao longo da temporada.
Entre os destaques imediatos, Flaco López, do Palmeiras, soma 23 gols. O atacante marcou no Paulista (4), no Brasileirão (10), na Libertadores (7), na Copa do Brasil (1) e no Mundial de Clubes (1). Já Kaio Jorge, do Cruzeiro, soma 22, com presença na Copa do Brasil (5) e no Brasileirão (17).
Também com números expressivos está Giorgian de Arrascaeta. O uruguaio do Flamengo registra 21 gols, sendo 2 no Carioca, 16 no Brasileirão, 2 na Libertadores e 1 no Mundial de Clubes. Logo abaixo, Germán Cano, do Fluminense, aparece novamente entre os maiores goleadores do país, com 20 tentos: 6 pelo Carioca, 4 pela Copa do Brasil, 3 pela Sul-Americana, 6 pelo Brasileirão e 1 no Mundial de Clubes.
O meio-campista Alan Patrick, do Internacional, tem 19 gols (3 no Gaúcho, 8 no Brasileirão, 5 na Libertadores e 2 na Copa do Brasil), seguido por Pedro Rocha, do Remo, com 18, e Willian José, do Bahia, com 18. Em seguida surgem atletas com 17 gols, como Hulk, Carlão, Anselmo Ramon, Vitor Roque e Tiago Marques, mostrando a diversidade de protagonistas.
Na faixa imediatamente abaixo, jogadores como Pedro Raul, Rayan, Iago Teles, Giovane Gomez, Neto e outros chegam a 16 tentos. Também aparecem nomes com 15 gols, entre eles Pedro, Yuri Alberto, Nicolas, Martin Braithwaite e Boschilia.
A lista ainda inclui um extenso grupo empatado com 14, 13, 12, 11 e 10 gols, comprovando o equilíbrio e a distribuição de desempenho ao longo das divisões nacionais. Entre os atletas com 12 gols, Estêvão, do Palmeiras, juntou cinco no Paulista, quatro na Libertadores, dois na Copa do Brasil e um no Mundial, enquanto Luciano Rodríguez, do Bahia, marcou em cinco competições diferentes.
A temporada reúne artilheiros experientes, atletas que retornaram ao país e jogadores de clubes emergentes, além de nomes consolidados em equipes da Série A. Com meses decisivos pela frente, a disputa segue aberta e a tendência é de novos movimentos na lista.
A corrida pela artilharia nacional em 2025, portanto, se mostra aberta, plural e marcada pela presença de protagonistas de diferentes cenários do futebol brasileiro, do Mundial de Clubes à Série D, em um dos anos mais movimentados do país no esporte.
Fonte: Portal leodias
Independente de quem seja campeão brasileiro, da Libertadores ou da Copa do Brasil em 2025, não dá para ignorar o peso do debate de arbitragem na construção do futebol no Brasil. A atual temporada atingiu o ápice da crítica de jogadores, dirigentes, torcedores e demais instituições ao desempenho da arbitragem no país. Pensando nisso, o Portal LeoDias Esportes tenta te explicar o que está por trás das polêmicas: a formação dos árbitros.
O atual modelo de formação de arbitragem no Brasil é delegado a cada uma das federações estaduais.Em geral, todos aqueles que estiverem interessados em atuar como árbitro devem procurar a escola de formação de árbitros estaduais e pagar uma taxa para realizar um curso de formação.
Antes de ingressar no escola de formação é necessário, no mínimo, ter ensino médio completo. Não há necessidade de realizar uma prova para entrar na escola de formação, apenas na época da formatura. Para um árbitro que quiser começar sua formação no Rio de Janeiro, por exemplo, terá de pagar uma taxa de R$ 4 mil à federação local e fazer um curso pelo período de 12 meses.
Paulo Caravina, dono do perfil “Sou Do Apito”, diz que o modelo, descentralizado, muitas vezes dificulta a padronização de critérios, uma vez que cada estado tem uma vertente diferente na formação de seus árbitros.
“Para você ter uma ideia, são 27 federações. Então são 27 instruções diferentes. O Daronco, ele não vai apitar igual o Claus. O Claus não vai apitar igual o Wilton. São de federações diferentes. Por mais que eles atinjam o topo, vão ser arbitragens diferentes”, explica Caravina.
E por mais que tenham de passar por uma escola de formação e uma prova de qualificação, árbitros não são considerados trabalhadores formais e são pagos com “cachês” de acordo com as partidas que apitam. Com isso, muitos são obrigados a deixar a arbitragem como uma função secundária e acabam focando em trabalhos com carteira assinada ou outros empreendimentos.
Um dos árbitros que já se manifestou sobre o tema é o capixaba Davi Lacerda, que apita partidas da primeira e segunda divisão do Campeonato Brasileiro corriqueiramente. Em entrevista ao portal Uol, o juiz revelou ser gerente de uma serralheria, sua principal fonte de renda: “Não conto com dinheiro da arbitragem”.
Em partidas da série A, árbitros recebem cotas fixas pré-estabelecidas. Juízes FIFA ou Master (categoria mais prestigiada da arbitragem) recebem R$ 7,28 mil por partida, enquanto árbitros do quadro da CBF recebem R$ 5,25 mil por jogo apitado. Já os assistentes do VAR e da beirada de campo recebem cachês que variam de R$ 4,37 mil a R$ 1,38 mil. A CBF também se responsabiliza por bancar a hospedagem e viagens dos árbitros nos locais das partidas.
No entanto, há o outro lado da moeda, segundo Paulo Caravina, uma demanda dos árbitros no país é a profissionalização, que consiste na contratação formal do quadro de arbitragem para competições da CBF, com salários fixo. O motivo é a falta de tempo para continuarem atuando nas funções do dia a dia, uma vez que o calendário do Brasileirão os obriga a viajar constantemente pelo país por uma ou duas vezes na semana.
“A maioria, pelo menos que eu tenho contato, pede a profissionalização. Eles precisam dessa estabilidade. Muito porque hoje eles estão apitando tanto, tanto, tanto que eles quase não conseguem desempenhar mais as funções fora disso”, explica.
Outro fator importante levantado por Caravina é a questão das punições. Quando um árbitro é afastado de suas funções ele, por consequência, fica sem receber os valores que receberia ao apitar jogos, causando instabilidade financeira.
“Ele entra em campo com medo de de ser punido e ficar sem apitar e fica sem receber. A ideia da profissionalização seria ele receber mesmo que esteja afastado”, detalha.
A profissionalização, no entanto, deve demorar um pouco para ser implementada no Brasil. Segundo o presidente da CBF, Samir Xaud, a discussão está em pauta, mas não deu um prazo para uma possível implementação do projeto.
“É uma discussão que segue em pauta, sim. É uma coisa mais profunda. Nós estamos tendo essas discussões e esse grupo também vai tratar sobre isso. É uma coisa mais delicada, que requer um certo tempo, um certo estudo. Mas está em pauta também”, explicou.
Apesar de muitas vezes ser colocada como a “solução” para diminuição dos erros de arbitragem, Paulo Caravina diz que só a implementação do modelo não resolve. Segundo ele, além da dificuldade de se elaborar um modelo para concentração de árbitros e qualificação em apenas um local, há a necessidade de mais estudo e atenção por conta dos profissionais de arbitragem no Brasil.
“Se a profissionalização for implementada, a gente vai concentrar os árbitros aqui (…) o meu pensamento é assim, a gente vai ter uma uma base de 100 árbitros aí para trabalhar nas quatro divisões aí do Brasil. Precisa de um pouquinho mais, acho que 150 precisa. Mas esses 150, eles vão morar na mesma cidade, eles vão treinar todos os dias, vão viver na arbitragem, vão ter os mesmos instrutores, ter as coisas”, debate.
No entanto Caravina afirma que não necessariamente árbitros profissionalizados são bons. Segundo ele, a profissionalização pode causar um efeito rebote, onde árbitros estejam pouco motivados a se capacitarem: “Hoje temos dois exemplos de profissionalização a Premier League (Inglaterra) e a LaLiga (Espanha). E eu juro para você que acho a arbitragem da LaLiga pior do que a do Brasil. Eu vejo muito dessa falta de competitividade, são sempre os mesmos, não tem gente querendo nova, querendo boa entrar, uma pessoa que saiba interpretar”.
No entanto, o especialista deixa claro que a arbitragem no Brasil tem graves problemas, o principal deles é muitas vezes juízes que não sabem interpretar a regra: “Não é desmerecendo o ser humano, não é nada. Mas querendo ou não, a gente precisa de pessoas que saibam interpretar a regra e querendo ou não ali tem muitas pessoas que, cara, não tem, não tem condição”.
Atualmente, não há um modelo constante de treinamentos de capacitação, no entanto, árbitros CBF e FIFA que atuam nas primeiras divisões do Brasil passam por treinamentos esporádicos em Centros de Treinamento da CBF, como, por exemplo, a Granja Comary, em Teresópolis, onde a Seleção Brasileira se prepara. No entanto, esses treinamentos ocorrem poucas vezes ao ano. Para Caravina, tornar esses treinos diários é um bom passo para melhorar a arbitragem no país.
Fonte Portal leodias