O Oeste não existe mais. Fundado em 1921 na cidade de Itápolis, no interior de São Paulo, o clube vinha em decadência na última década, “fechou as portas” e terá uma nova identidade.
Na última sexta-feira, o empate sem gols com a Ferroviária, no estádio José Liberatti, na estreia da Série A2 do Campeonato Paulista, marcou o início da história do agora Osasco Sporting.
Para entender um pouco da história do Osasco Sporting, é necessário retornar ao dia 26 de dezembro de 2025. Foi neste dia que o Oeste deixou de existir oficialmente para a criação de um novo clube, que seguirá sob a mesma inscrição do antigo na Federação Paulista de Futebol, mas com mudança de nome, cidade e identidade visual.
O pontapé para a mudança radical foi o “despejo” sofrido pelo Oeste por parte da cidade de Barueri. O clube tinha um local cedido pela administração pública para treinar e utilizava a Arena Barueri para mandar os seus jogos sem qualquer custo.
Isso mudou em dois atos: a prefeitura local pediu de volta o espaço do CT, e uma das empresas de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, venceu a licitação para administrar o estádio da cidade.
O Oeste ficou sem local para treinar e teria de pagar um aluguel para utilizar a Arena Barueri. A solução encontrada pelo clube foi buscar uma nova cidade que oferecesse as mesmas condições, algo que obteve em Osasco. E é esse ponto que explica a mudança de nome para Osasco Sporting e a nova identidade visual – o clube era rubro-negro e agora veste azul e branco, além da mudança radical no escudo.
Mas a chegada na nova cidade começou a causar incômodo logo de cara. Recentemente, funcionários pintaram os bancos de reservas do estádio José Liberatti de azul, cores do Osasco Sporting, substituindo o vermelho, que remete ao Audax, outro clube de Osasco e que ainda é mantenedor do estádio.